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Polêmica entre os profissionais
 
Para muitos, a quantidade absurda de lipos representa uma banalização desse procedimento cirúrgico. Pode ser. “Há médicos não habilitados praticando a lipoaspiração”, denuncia José Tariki, Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Para mostrar o quadro real desse tipo de cirurgia no país, a entidade fez uma pesquisa on-line entre os 3.868 associados, todos com o título de especialista em cirurgia plástica.
Apenas 23% responderam o questionário, mas os resultados revelam pontos importantes. Os cirurgiões plásticos brasileiros estão atentos às novas tecnologias e 20% já aderiram à vibrolipoaspiração, uma técnica lançada em 2005 que consiste na instalação de um vibrador na cânula que suga a gordura. “Esse método provoca menos trauma e sangramento e dá mais segurança e conforto tanto para o médico quanto ao paciente”, explica Luciano Chaves, responsável pelo departamento de Cirurgia Estética da SBCP e coordenador de pesquisas. Eles também estão associando a lipo a outras cirurgias, como lipoescultura ou lipoenxertia: 80% aproveitam o excesso de gordura retirado de outras partes do corpo para modelar a região glútea.
Outra polêmica entre os especialistas é com relação à idade dos pacientes. Entre os cirurgiões, 15,4% acham que não há limite de idade para esta cirurgia; 21,6% operam pessoas a partir dos 15 anos; e 62,7% só sugam o excesso de gordura de quem tem mais de 18 anos. E confirmam que a lipoaspiração não é um método de emagrecimento: 58% dos entrevistados não aceitam pacientes com 10 quilos acima do peso ideal.
 
 
 
 
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