A
cirurgia plástica é apontada por todos os especialistas
como pioneira na atração de pacientes internacionais
para a medicina brasileira, tendência iniciada há duas
décadas. Hoje, o bisturi nacional continua fazendo sucesso
com estrangeiras e estrangeiros e, segundo estimativas da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica, o grupo responde
por 2% dos 50 mil procedimentos de tipo realizados anualmente no
País (em média, mil plásticas por ano)
Para José Tariki,
Presidente da entidade, o fluxo de pacientes de fora do País
continua em alta. “Avalio que, muito mais do que o preço,
o fator mais atrativo é a qualidade da cirurgia brasileira.
Mas sou contra o uso do termo ‘turismo em saúde’.
A finalidade não é o passeio e sim fazer umtratamento
adequado”, pondera Tariki.
Julio Wilson Fernandes, professor de cirurgia plástica e
dono de uma clínica estética em Curitiba, no Paraná,
diz que atende, em média, uma paciente estrangeira por mês.
”Mas nos meses de dezembro e janeiro a demanda internacional
cresce muito,para ste, oito casos atendidos.”
Fernandes explica que o mais comum é os pacientes virem para
o Brasil durante o verão brasileiro, passar uma semana nas
praias do sul do País e depois fazerem os tratamentos estéticos.
“E cada nacionalidade, em especial, tem uma preferência
de procedimento”, explica ele. “A maioria esmagadora
dos estrangeiros é de italianas e norte-americanas, em busca
de prótese de silicone.”
Segundo o Ministério do Turismo, a Sociedade Internacional
de Cirurgia Plástica criou, em 2006, diretrizes para orientar
o turista paciente, para que o contato seja com o hospital e não
com agências de viajens para as cirurgias. O material consta
de uma lista com 1,5mil cirurgiões credenciados, incluindo
explicações sobre os procedimentos e o tempo de recuperação
necessário para cada tipo de operação. Em São
Paulo, nos hospitais credenciados para receber turistas, dois deles
– Albert Einstein e Samaritano – Também colocam
a cirurgia plástica entre os procedimentos mais realizados
em estrangeiros.