O
conselho regional de medicina de São Paulo (CREMESP) abriu
uma sindicância para apurar se houve erro médico da
morte da estudante Regiane Aparecida Bauer Lopes, de 27 anos, ocorrida
no sábado, durante uma cirurgia de lipoaspiração
em São Mateus na Zona Leste da capital, se considerados culpados,
os médicos poderam ser punidos com advertência e cassação
do registro para exercício da medicina.
Responsável pela operação o médico Laerte
Ferreira de Carvalho está credenciado no CREMESP desde 13
de fevereiro de 1979. Ele é especialista em cirurgia plástica
segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Já o cirurgião geral Jayme Policeno de Bulhões
que assinou o laudo atestando a morte e também participou
da lipo, não possui autorização para atuar
em plásticas.
Paulo Sanches administrador da Máster Clin Maternidade e
Cirurgia Plástica, onde a lipo foi realizada, diz que os
médicos não trabalham na unidade. “Eles são
apenas credenciados e realizam operações aqui”
diz Sanches.
Ele afirma que médicos tentaram reanimar Regiane por 45 minutos,
após ela sofrer uma parada cardiorespiratória. Ele
acredita que a jovem tenha sofrido uma embolia pulmonar gordurosa
(entupimento das veias causado pelo deslocamento de gordura).,
O delegado José Manoel Martins, do 69º DP (Teotônio
Vilela), ouvirá hoje os médicos e enfermeiros que
realizaram a lipo. A polícia quer saber se houve negligência.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que a Máster
Clin possui alvará para ser maternidade e centro de cirurgia
estética. Não é necessário ter unidade
de terapia intensiva (UTI), por ser de pequeno porte.
Regiane marcou uma lipoaspiração na Máster
Clin em agosto de 2008, mas desistiu segundo Sanches, a jovem mudou
de idéia de última hora. Há 12 dias, ela retornou
à Máster Clin decidida a fazer a operação
que causou sua morte.
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