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Blefaroplastia em alta: quando estética e saúde ocular caminham juntas

By Notícias

A blefaroplastia consolidou-se como o procedimento estético mais realizado em 2024, com mais de 2,1 milhões de intervenções no mundo, segundo estimativas internacionais.

Por SBCP

No Brasil, a técnica ganhou destaque não apenas por seu efeito estético, mas também pelos benefícios funcionais, como a melhora da visão e a redução do desconforto causado pelo excesso de pele nas pálpebras.

Estudos apontam que o acúmulo de pele e gordura na região pode comprometer o campo visual e provocar irritação ocular. Ao remover esse excesso, a blefaroplastia contribui para ampliar a visão periférica e aliviar a pressão sobre os olhos. Além disso, uma revisão publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) mostrou que 73% dos estudos analisados indicaram melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes, incluindo autoestima e bem-estar emocional.

Benefícios combinados: estética e funcionalidade

  • Melhora da visão: elimina o excesso de pele que interfere no campo visual.
  • Aspecto rejuvenescido: olhos mais abertos e aparência descansada.
  • Impacto emocional positivo: aumento da autoconfiança e da satisfação pessoal.

Apesar de frequentemente classificada como cirurgia estética, a blefaroplastia também pode ser considerada funcional quando há comprometimento visual comprovado. Nesses casos, alguns serviços públicos de saúde, como hospitais universitários, podem oferecer o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente quando realizado por oftalmologistas, devidamente certificados e com especialização, ou cirurgiões plásticos com atuação hospitalar.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reforça que o sucesso da blefaroplastia depende de uma avaliação criteriosa e da escolha de profissionais qualificados. Realizada com técnica adequada, é uma cirurgia que alia saúde e estética de forma segura e eficaz.

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Cirurgia plástica no SUS: o que é oferecido e quem tem direito

By Notícias

No Brasil, o SUS oferece cirurgias plásticas reconstrutivas, priorizando saúde e função. De acordo com a Lei nº 9.797/1999, pacientes com mutilação total ou parcial da mama pós-câncer têm direito à reconstrução mamária.

Por SBCP

Desde a Lei nº 12.802/2013, esse direito foi ampliado para incluir a reconstrução imediata após a mastectomia.

Entre 2015 e 2020, o DATASUS registrou 204.569 cirurgias oncológicas de mama, sendo 17.927 reconstruções imediatas com implantes (10,42%) e 115.330 reconstruções por retalhos miocutâneos (67,09%). No mesmo período, cerca de 20,52% das mulheres submetidas à mastectomia receberam reconstrução imediata, índice considerado abaixo do ideal.

Além da reconstrução mamária, o SUS cobre outros procedimentos reparadores, como reconstrução após bariátrica ( abdominoplastia )  indicados em casos de excesso de pele após perda de peso significativa. De 2007 a 2021, foram realizadas cerca de 12.717 cirurgias de contorno corporal pós-bariátrica, com prevalência nacional de 13,8%, sendo a dermolipectomia a mais comum (6.719 casos).

Também são realizadas cirurgias corretivas de lábio leporino, fenda palatina e redesignação sexual, conforme necessidades médicas.

Apesar do avanço no acesso, ainda há grandes disparidades regionais: a Região Sudeste concentra a maioria dos procedimentos (49,7% de cirurgias pós-bariátricas; 43,83% das mastectomias), seguida pelo Sul e Nordeste, enquanto o Norte registra os menores índices. Fatores como infraestrutura limitada, poucos profissionais especializados e linhas de código pouco detalhadas no DATASUS dificultam análises mais precisas.

Quem tem direito?

Pacientes com indicações médicas comprovadas, como reconstruções mamárias pós-mastectomia, contorno corporal após bariátrica, traumas, malformações congênitas, queimaduras ou redesignação sexual.

É imprescindível avaliação médica documentada e laudo que justifique a necessidade funcional ou reparadora.

Desafios e avanços

O SUS oferece procedimentos essenciais de cirurgia plástica reparadora, assegurando direitos legais e contribuindo para a recuperação da saúde física, emocional e social dos pacientes. No entanto, o acesso ainda é desigual e requer melhorias no número de profissionais capacitados, infraestrutura e registro de dados para garantir que mais pacientes possam se beneficiar.

Diferença entre estética e saúde: quando a cirurgia plástica é indicada

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A cirurgia plástica engloba duas grandes frentes: os procedimentos estéticos e os procedimentos reconstrutivos, focados na função e saúde do paciente.

Por SBCP

Embora compartilhem técnicas semelhantes, suas finalidades, indicações e enquadramentos éticos e de cobertura médica são distintos.

De acordo com a American Board of Cosmetic Surgery, a cirurgia estética é considerada puramente eletiva, pois trata partes do corpo com funcionamento normal, sem indicação médica — como lipoaspiração, aumento de seios ou facelift. Já a cirurgia reconstrutiva é dirigida a restaurar função ou forma em áreas afetadas por defeitos congênitos, traumas, queimaduras ou doenças — por exemplo, reconstrução mamária pós-mastectomia ou correção de fenda labial.

Em muitos sistemas de saúde, procedimentos reconstrutivos são cobertos por convênios, pois atendem ao critério de necessidade médica, enquanto os puramente estéticos são arcados pelo paciente . Um exemplo é a redução de mama: quando indicada para alívio de dores, é considerada reparadora; se realizada apenas por estética, permanece eletiva.

Quando a cirurgia plástica é indicada?

A SBCP recomenda sempre que a cirurgia plástica seja encarada como especialidade única e sem divisões, sendo que as melhores colocações seriam que a cirurgia plástica seja indicada em duas situações principais:

Saúde reconstrutiva: presença de problema funcional ou físico que prejudica a qualidade de vida — como reconstrução pós-oncológica, correção de trauma, defeitos congênitos ou queimaduras.

Aprimoramento estético consciente: melhoria da aparência motivada por decisão informada, com expectativas realistas, ausência de transtornos como a dismorfia corporal e total integridade física e psicológica.

Em ambos os casos, a indicação deve ser feita por cirurgiões plásticos habilitados, garantindo segurança, eficácia e respeito ao paciente.

Ética na Cirurgia Plástica: o que orienta a atuação médica responsável

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O Código de Ética da Cirurgia Plástica, consolidado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e previsto em seu Estatuto, vai muito além de um conjunto de regras: ele é a base que orienta e dignifica o exercício da especialidade.

Por SBCP

Fundamentado nos princípios da autonomia, beneficência, não-maleficência e justiça distributiva, esse código molda a conduta do cirurgião plástico, orientando desde o respeito à vontade do paciente até a promoção do cuidado seguro e justo.

Desde o início da formação médica, o cirurgião plástico é orientado a respeitar a autonomia do paciente, garantindo que sua decisão seja consciente e baseada no consentimento livre e informado; a priorizar a segurança do paciente, com base em evidências clínicas atualizadas; e a oferecer cuidados de forma justa e imparcial, sem distinções indevidas. Esses pilares sustentam a relação médico-paciente e ajudam a construir uma prática profissional ética e respeitosa.

O compromisso ético se estende também ao comportamento público e institucional do cirurgião. A SBCP reforça que seus membros devem evitar autopromoção indevida; preservar a imagem e a identidade dos pacientes; e manter uma conduta leal na concorrência profissional. Esses princípios são reforçados por regulamentos internos da SBCP, que guiam cada associado em sua atuação clínica, institucional e pública.

Essa é a base do compromisso da SBCP com a medicina, com os pacientes e com a sociedade.

Saiba mais sobre os princípios éticos da SBCP, acesse:

Deep‑Plane Facelift: técnica avançada com naturalidade e durabilidade

By Notícias

A técnica deep‑plane facelift tem se destacado por sua capacidade de oferecer rejuvenescimento facial profundo, com resultados mais duradouros e aparência natural.

Por SBCP

Diferente de abordagens que apenas esticam a pele, essa cirurgia reposiciona a estrutura facial, incluindo músculos e gordura, preservando a expressividade e os contornos individuais.

“Isso significa que não se trata apenas de ‘puxar’ a pele, mas de realinhar toda a estrutura que dá sustentação ao rosto,” explica o Dr. André Maranhão, membro titular da SBCP.

O procedimento é indicado a uma ampla faixa etária — de pacientes com pouco mais de 40 anos até aqueles com mais de 70, dependendo do grau de envelhecimento e qualidade das estruturas faciais. “Já operei pacientes com menos de 40 anos com envelhecimento precoce e outros com mais de 70 em excelente saúde,” complementa o Dr. Maranhão. Essa flexibilidade reforça que o foco está na condição anatômica, e não apenas na idade cronológica.

O Dr. Marcelo Araújo observa a profundidade dos resultados:

“Essa técnica confere um resultado mais natural porque a pele não é tensionada com exagero. Reposicionamos os tecidos profundos, o que confere um aspecto de beleza e juventude ao rosto.”

Outra vantagem da técnica deep‑plane facelift é a cicatrização discreta. “As cicatrizes do deep plane são menores e posicionadas em locais estratégicos, como atrás da orelha e na borda anterior, ficando imperceptíveis entre cinco e seis meses,” relata o Dr. Araújo. Já o resultado final, segundo os especialistas, aparece por volta do terceiro ou quarto mês e pode durar até 12 anos — um ganho significativo em relação às abordagens menos profundas.

O processo cirúrgico ocorre em ambiente hospitalar, sob anestesia geral ou sedação, com duração de quatro a seis horas. Durante o procedimento, o cirurgião pode associar outros procedimentos como blefaroplastia ou lipoenxertia. O pós‑operatório conta com tratamento fisioterápico, uso de faixas leves e repouso relativo nas primeiras semanas, favorecendo uma recuperação mais rápida.

A SBCP reforça que o deep‑plane facelift deve ser realizado apenas por cirurgiões plásticos habilitados e certificados, em ambiente hospitalar devidamente estruturado. A técnica exige planejamento detalhado, conhecimento anatômico profundo e uma equipe multidisciplinar para garantir a segurança e o bem-estar do paciente.

Ao optar por essa técnica, é fundamental escolher um profissional experiente, discutir com clareza as expectativas e considerar todos os cuidados pré e pós-operatórios — assim, o rejuvenescimento será realizado com a naturalidade e confiança que a SBCP defende.

Procedimentos minimamente invasivos em ascensão: tendências, dados e boas práticas

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Os procedimentos estéticos minimamente invasivos estão em crescente ascensão no Brasil, um fenômeno que reflete mudanças culturais, tecnológicas e de comportamento.

Por SBCP

Essa popularidade se deve, em grande parte, à busca por resultados mais naturais, com menor tempo de recuperação e custos, muitas vezes, mais acessíveis em comparação com cirurgias plásticas tradicionais. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) apontam que, em 2023, o Brasil foi o segundo maior mercado global para esses procedimentos, com impressionantes 3,3 milhões de aplicações realizadas. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos, que registraram 6,1 milhões.

O que são e quem os procura?

Procedimentos estéticos minimamente invasivos são aqueles que não requerem cortes cirúrgicos significativos ou anestesia geral, sendo realizados geralmente em consultórios com rápida recuperação. Eles incluem aplicações de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico, tratamentos com lasers e tecnologias como ultrassom microfocado. Essas técnicas oferecem resultados expressivos para o rejuvenescimento facial e corporal com menor tempo de recuperação.

Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, há uma forte demanda masculina por esses tratamentos. A cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da ISAPS, observa que “os homens valorizam especialmente a naturalidade, evitando excessos que comprometam sua identidade. Eles desejam um rejuvenescimento discreto, mas efetivo, que mantenha suas características masculinas.”

A SBCP recomenda que tais procedimentos sejam realizados exclusivamente por médicos qualificados, preferencialmente membros da sociedade, em ambientes que respeitem os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Isso inclui uma análise prévia detalhada, consentimento informado e acompanhamento pós-procedimento — fatores que garantem a segurança e a eficácia dos tratamentos.

Para a SBCP, a tendência é positiva quando aliada à responsabilidade profissional. O uso ético e consciente dessas técnicas abre caminho para uma prática estética centrada na naturalidade, na qualidade de vida e na transparência — valores cada vez mais valorizados pelos pacientes.

Dismorfia Corporal: Quando a Cirurgia Plástica Não é a Resposta

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A busca por uma aparência idealizada tem levado muitas pessoas a considerar procedimentos estéticos como solução para suas insatisfações corporais.

Por SBCP

No entanto, em alguns casos, essa insatisfação pode ser sintoma de um transtorno psicológico mais profundo: o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

O TDC é caracterizado por uma preocupação obsessiva com defeitos percebidos na aparência física, que são inexistentes ou mínimos aos olhos dos outros. Essa preocupação pode levar a comportamentos compulsivos, como verificar-se constantemente no espelho, buscar procedimentos estéticos repetidamente e evitar situações sociais.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) realizou uma meta-análise de 15 publicações e constatou que aproximadamente 12,5% dos pacientes candidatos ou submetidos a procedimentos estéticos na especialidade de cirurgia plástica apresentam TDC. Os valores individuais dos estudos analisados variaram entre 3,16% e 53,57%, indicando uma ampla gama de prevalência dependendo da população estudada.

Além disso, um estudo realizado no Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) encontrou uma prevalência de 43,1% de TDC entre pacientes candidatos à cirurgia plástica estética. Este estudo utilizou o questionário Body Dysmorphic Disorder Examination (BDDE) para avaliação.

Esses dados ressaltam a importância de o cirurgião plástico estar atento às questões psicológicas do paciente antes da realização dos procedimentos estéticos, visando identificar casos de TDC e encaminhá-los para o tratamento adequado.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) enfatiza a importância do diagnóstico destes pacientes, evitando intervenções cirúrgicas que não trarão satisfação ao paciente e podem até agravar o quadro psicológico.

O tratamento mais eficaz para o TDC envolve terapia cognitivo-comportamental e, em alguns casos, o uso de medicamentos antidepressivos. 

É fundamental que profissionais da área da saúde estejam atentos aos sinais do TDC e encaminhem os pacientes para o tratamento adequado. A cirurgia plástica deve ser uma ferramenta para melhorar a autoestima e o bem-estar, não uma tentativa de corrigir distorções perceptivas causadas por transtornos psicológicos.

Se você ou alguém que conhece apresenta preocupação excessiva com a aparência, procure ajuda de um profissional de saúde mental. O cuidado com a mente é tão importante quanto o cuidado com o corpo.

RBCP: Tradição e Inovação na Divulgação Científica da Cirurgia Plástica Brasileira

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A valorização da ciência brasileira e o fortalecimento do reconhecimento internacional da cirurgia plástica nacional ganham novo impulso com a nova fase da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP).

Por SBCP

A publicação científica oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) passa agora a ser publicada pela renomada editora Thieme, especializada em literatura médica de alto impacto.

Fundada em 1985, a RBCP tem sido um pilar na disseminação do conhecimento em cirurgia plástica no Brasil. Ao longo de suas quase quatro décadas de existência, a revista evoluiu significativamente, adotando práticas editoriais modernas e ampliando sua presença em bases indexadoras internacionais. Atualmente, está presente em plataformas como Scopus, SciELO e DOAJ (com o selo DOAJ Seal), e tem como objetivo próximo a indexação no Medline/PubMed, uma das plataformas mais respeitadas da literatura médica.

“Sempre tivemos a preocupação de aumentar a visibilidade da revista, inclusive em termos internacionais”, afirma o Dr. Dov Goldenberg, editor-chefe da RBCP. “Com a Thieme, passamos a contar com um sistema de submissão eletrônico confiável, rigoroso e valorizado pelos principais indexadores.”

A modificação beneficia a cirurgia plástica brasileira, aumentando o alcance das produções científicas nacionais. Com a Thieme o alcance dos trabalhos científicos ganhará um outro patamar de acesso e divulgação, sendo um estímulo extra para a produção científica nacional.

A mudança editorial foi conduzida com apoio da atual diretoria da SBCP e aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo. A parceria com a Thieme visa expandir a presença da RBCP em bases indexadoras internacionais e aumentar sua influência na produção científica mundial.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa publicada no portal Medicina S/A:
https://medicinasa.com.br/sbcp-rbcp/

Acompanhe também as publicações em: rbcp.org.br

Mommy Makeover: A Cirurgia Plástica Pós-Gravidez

By Notícias

A busca pela recuperação do corpo após a gravidez tem levado muitas mulheres ao chamado “Mommy Makeover”, um conjunto de cirurgias plásticas realizadas após o parto.

Por SBCP

Esse procedimento tem ganhado popularidade no Brasil, permitindo que as mães cuidem de si mesmas após se dedicarem à gestação e amamentação.

O que é o “Mommy Makeover”?

O “Mommy Makeover” é o nome dado a um conjunto de procedimentos cirúrgicos estéticos que buscam remodelar as áreas do corpo mais afetadas pela gestação e amamentação. As intervenções mais comuns incluem a abdominoplastia (para remover excesso de pele e gordura do abdômen e fortalecer os músculos), a mastopexia (para levantar e remodelar os seios) e a lipoaspiração (para remover gordura localizada). Na maioria dos casos, essas cirurgias são realizadas em uma única operação, otimizando o tempo de recuperação.

A decisão de realizar um “Mommy Makeover” exige planejamento e atenção a critérios importantes para garantir a segurança e o sucesso dos resultados. É fundamental que a paciente aguarde um período de três a seis meses após o parto ou a última amamentação, permitindo que o corpo se recupere plenamente das alterações hormonais e físicas da gestação.

O Dr. José Cury, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em entrevista ao jornal O Tempo, enfatiza a importância da avaliação individualizada: “Cada mulher passa por uma avaliação individualizada antes de ser operada. A preparação e o plano cirúrgico são adaptados às suas necessidades e características corporais – não existe uma fórmula única.”

Existem contraindicações importantes. Segundo o Dr. Cury, mulheres com doenças cardiovasculares descompensadas, problemas de coagulação sanguínea, distúrbios imunológicos, anemia severa ou que ainda estejam amamentando não devem realizar o procedimento. Fatores como tabagismo, sedentarismo e, principalmente, expectativas irrealistas de resultados ou falta de suporte adequado no pós-operatório também são pontos de atenção que podem levar ao adiamento ou à indicação de etapas cirúrgicas separadas.

Assim como qualquer procedimento cirúrgico complexo, o “Mommy Makeover” envolve riscos como dor, fraqueza, sangramento, infecção, trombose e embolia. Por isso, o pós-operatório é de extrema importância e cuidados devem ser tomados.

Durante o pós-operatório, a paciente precisará de apoio para as atividades diárias, especialmente se tiver filhos pequenos, pois não poderá carregar peso ou fazer esforços. Apesar dos desafios da recuperação, a melhora da autoestima e o resgate da identidade feminina são os principais motivos que levam as mães a realizar o procedimento.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reforça a importância de escolher um cirurgião plástico qualificado e membro da SBCP para garantir que todos os passos, desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-cirúrgico, sejam realizados com a máxima segurança e profissionalismo.

Fonte: O Tempo