{"id":3553,"date":"2015-06-03T17:33:30","date_gmt":"2015-06-03T17:33:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.cirurgiaplastica.org.br\/?p=3553"},"modified":"2015-06-03T17:33:30","modified_gmt":"2015-06-03T17:33:30","slug":"comuns-no-brasil-cirurgias-plasticas-demandam-precaucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/comuns-no-brasil-cirurgias-plasticas-demandam-precaucoes\/","title":{"rendered":"Comuns no brasil, cirurgias pl\u00e1sticas demandam precau\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Diminuir a barriguinha, aumentar os seios e levantar o nariz est\u00e3o entre os procedimentos est\u00e9ticos corriqueiros que colocam o Brasil no topo da lista de pa\u00edses com maior n\u00famero de cirurgias pl\u00e1sticas est\u00e9ticas. Mas, apesar de o pa\u00eds ter cirurgi\u00f5es pl\u00e1sticos conceituados no mundo todo, quem procura por esse tipo de procedimento deve tomar algumas precau\u00e7\u00f5es. Segundo dados Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, enquanto nos \u00faltimos dez anos a popula\u00e7\u00e3o brasileira aumentou 10%, o n\u00famero de cirurgi\u00f5es pl\u00e1sticos aumentou 90%. Em 2014, foram feitas 1,49 milh\u00e3o de procedimentos cir\u00fargicos est\u00e9ticos.<\/p>\n<p>View image | gettyimages.com<\/p>\n<p>O professor de psicologia social da Universidade de Bras\u00edlia, F\u00e1bio Iglesias, conta que a busca por essas modifica\u00e7\u00f5es faz parte de um processo chamado de gerenciamento de impress\u00f5es, com o qual as pessoas buscam se posicionar em determinados meios. Ele explica que assim como as pessoas procuram se vestir, maquiar-se, escolher fotos para as redes sociais pensando em como ser\u00e3o vistas e em serem bem-aceitas, elas procuram os procedimentos est\u00e9ticos com a mesma finalidade. \u201cEssa cirurgia permite que a impress\u00e3o sobre aquela pessoa seja melhor gerenciada e de uma forma que hoje n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o cara e que tamb\u00e9m \u00e9 mais r\u00e1pida que outros meios\u201d, explica.<\/p>\n<p>O especialista ressalta que como o clima do Brasil, principalmente em regi\u00f5es litor\u00e2neas, favorece a exposi\u00e7\u00e3o do corpo, a preocupa\u00e7\u00e3o com a est\u00e9tica tamb\u00e9m aumenta. \u201cAs pessoas exibem muito mais o corpo. Esse apego muito grande \u00e0 beleza, [querer] parecer mais bonito e mais jovem \u00e9 bastante evidente aqui, o que coloca o Brasil no topo desse ranking mundial.\u201d<\/p>\n<p>O presidente da regional de S\u00e3o Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, Fernando Prado, aconselha o paciente a, antes de passar por um procedimento como esse, pedir refer\u00eancias de m\u00e9dicos e consultar, no site da entidade, se o profissional tem o t\u00edtulo de especialista. \u201c\u00c0s vezes m\u00e9dicos que n\u00e3o conseguem resid\u00eancia acabam aceitando um pouco de cada especialidade, mas n\u00e3o ficam realmente qualificados em nenhuma\u201d, acrescenta. O especialista cita pesquisa de 2008 apontando que 97% dos erros em cirurgias pl\u00e1sticas foram cometidos por profissionais que n\u00e3o passaram pela resid\u00eancia espec\u00edfica. Ele ainda conta que a consulta deve ser longa o suficiente para tirar todas as d\u00favidas do paciente.<\/p>\n<p>View image | gettyimages.com<\/p>\n<p>Depois de duas cirurgias n\u00e3o satisfat\u00f3rias para modificar o nariz, a carioca S\u00f4nia Cruz buscou um terceiro procedimento. Desta vez, a aposentada sofreu danos graves. \u201cNesse terceiro procedimento, o camarada retirou toda a cartilagem do meu nariz. Eu tive que fazer outra cirurgia para reparar, tive que repor cartilagem da orelha no nariz\u201d, contou S\u00f4nia. S\u00f3 depois dos danos, ela soube que o m\u00e9dico n\u00e3o era especialista em cirurgia pl\u00e1stica. Oito anos depois, S\u00f4nia passou por outro procedimento e, mesmo assim, n\u00e3o ficou totalmente satisfeita com o resultado.<\/p>\n<p>Em alguns casos, mesmo tomando todas as preocupa\u00e7\u00f5es, um procedimento cirurgico pode acabar mal. Em 2014, a banc\u00e1ria brasiliense Railma Siqueira buscou, aos 32 anos, um especialista para trocar as pr\u00f3teses mam\u00e1rias. \u201cEla pesquisou bem, eu fui com ela ao m\u00e9dico, que nos passou confian\u00e7a, de quem tivemos refer\u00eancias. Agimos com seguran\u00e7a\u201d, conta Cleydson Siqueira, marido de Railma. Ao conversar com o m\u00e9dico, a banc\u00e1ria resolveu fazer ainda uma miniabdominoplastia e uma lipoaspira\u00e7\u00e3o. Railma morreu dias depois da cirurgia, ap\u00f3s passar por duas hemorragias.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s acredit\u00e1vamos que t\u00ednhamos um bom profissional. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Ele foi negligente. Teve a oportunidades de socorr\u00ea-la e n\u00e3o o fez, mas n\u00e3o podemos generalizar, tem \u00f3timos profissionais no mercado\u201d, disse Cleydson.<\/p>\n<p>Por outro lado, cirurgias bem-sucedidas podem realmente mudar a vida do paciente. A cabeleireira de Bras\u00edlia Silvia Olive, de 39 anos, estava com a autoestima baixa com as mudan\u00e7as que a gravidez provocou em seu corpo. \u201cEu n\u00e3o me sentia nada atraente. Nem tinha espelho em casa, n\u00e3o ficava sem roupa na frente de ningu\u00e9m. Procurei muito e pesquisei no site do conselho para ver se o m\u00e9dico que me indicaram era especialista\u201d, relembra. Depois de uma lipo e uma abdominoplastia no ano passado, ela est\u00e1 satisfeita. \u201cEu passei a me olhar no espelho novamente. At\u00e9 a intimidade com meu marido melhorou. Agora tenho cole\u00e7\u00e3o de lingerie\u201d, conta S\u00edlvia.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nAutora: Aline Leal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diminuir a barriguinha, aumentar os seios e levantar o nariz est\u00e3o entre os procedimentos est\u00e9ticos corriqueiros que colocam o Brasil no topo da lista de pa\u00edses com maior n\u00famero de&#8230;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":2596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-3553","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3553\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}