{"id":4323,"date":"2017-01-16T10:04:03","date_gmt":"2017-01-16T10:04:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.cirurgiaplastica.org.br\/?p=4323"},"modified":"2017-01-16T10:04:03","modified_gmt":"2017-01-16T10:04:03","slug":"produtos-a-base-de-silicone-no-tratamento-de-cicatrizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/produtos-a-base-de-silicone-no-tratamento-de-cicatrizes\/","title":{"rendered":"Produtos \u00e0 base de silicone no tratamento de cicatrizes"},"content":{"rendered":"<h1>Estudos apontam benef\u00edcios do uso de produtos \u00e0 base de silicone no tratamento de cicatrizes<\/h1>\n<p>Grandes ou mesmo discretas, essas marcas s\u00e3o normalmente um inc\u00f4modo, tanto para mulheres quanto para homens. Especialistas de diversos pa\u00edses t\u00eam trabalhado constantemente na evolu\u00e7\u00e3o de tratamentos que previnam e suavizem cicatrizes resultantes de cirurgia, queimaduras, traumas, infec\u00e7\u00e3o etc. Nessa jornada, estudos realizados ao longo dos \u00faltimos anos conclu\u00edram, por exemplo, que o uso de silicone no tratamento de redu\u00e7\u00e3o de cicatrizes hipertr\u00f3ficas ou queloides \u00e9 altamente eficaz, o que tem revolucionado a vida de milhares de pacientes ao redor do mundo.<br \/>\nUm estudo intitulado Management of scars: updated practical guidelines and use of silicones (Gest\u00e3o de cicatrizes: orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas atualizadas e uso de silicones) reuniu, recentemente, nos Estados Unidos, um grupo internacional multidisciplinar composto por 24 especialistas em cicatriz. Entre eles estavam dermatologistas, cirurgi\u00f5es pl\u00e1sticos, especialistas em reabilita\u00e7\u00e3o e queimaduras f\u00edsicas, al\u00e9m de pesquisadores psicossociais e comportamentais, bem como epidemiologistas, que conduziram uma pesquisa cujo objetivo era atualizar um conjunto de orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas voltadas para a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento de cicatrizes.<br \/>\nOs resultados desse estudo mostraram que produtos \u00e0 base de silicone, como folhas e g\u00e9is, considerados m\u00e9todos n\u00e3o invasivos, podem ser recomendados como op\u00e7\u00e3o de primeira linha, e padr\u00e3o gold, na preven\u00e7\u00e3o e tratamento de cicatrizes. Dados cl\u00ednicos sobre op\u00e7\u00f5es de gerenciamento de cicatriz existentes at\u00e9 ent\u00e3o foram a base utilizada na pesquisa, que em 2014 foi publicada no European Journal of Dermatology1 (Jornal Europeu de Dermatologia).<br \/>\nDe acordo com o Tratado de Cirurgia Dermatol\u00f3gica, Cosmiatria e Laser, lan\u00e7ado em 2013 por autores ligados \u00e0 Sociedade Brasileira de Dermatologia, &#8220;o silicone \u00e9 amplamente utilizado na preven\u00e7\u00e3o de cicatrizes inest\u00e9ticas, sob a forma de sprays, cremes, g\u00e9is e placas&#8221;. A p\u00e1gina 402 do tratado registra que a a\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica do uso do silicone decorre da oclus\u00e3o e hidrata\u00e7\u00e3o que o produto proporciona \u00e0 ferida, permitindo a diminui\u00e7\u00e3o da atividade capilar, de hiperemia e da deposi\u00e7\u00e3o de col\u00e1geno2.<br \/>\nTr\u00eas d\u00e9cadas de estudo<br \/>\nNo Brasil, um estudo prospectivo, realizado na Santa Casa da Miseric\u00f3rdia do Rio de Janeiro, envolveu um total de 128 pacientes consecutivos, entre novembro de 2007 e abril de 2009. O objetivo era alcan\u00e7ar o melhor resultado est\u00e9tico poss\u00edvel dos participantes, e cada um deles estava em fase p\u00f3s-operat\u00f3ria de cirurgia pl\u00e1stica e tinha indica\u00e7\u00e3o de tratamento de cicatrizes.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o da an\u00e1lise, publicada em 2010 pela Revista Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica, foi de que &#8220;o uso de silicone gel mostrou-se \u00fatil na melhora de cicatrizes recentes, melhorando par\u00e2metros subjetivos e objetivos, como eritema, prurido e endurecimento&#8221;3. Segundo o mesmo artigo, de t\u00edtulo Silicone gel em cicatrizes de cirurgia pl\u00e1stica: estudo cl\u00ednico prospectivo, o uso do gel em cicatrizes teve in\u00edcio j\u00e1 nos anos 1980, e, desde ent\u00e3o, in\u00fameros estudos cient\u00edficos t\u00eam sido publicados a respeito do tema.<\/p>\n<div id=\"image_752fea36ec72cbadde64f6d23651b7dau0wqprwu\">\n<figure itemprop=\"associatedMedia image\" itemscope=\"\" itemtype=\"http:\/\/schema.org\/ImageObject\"><img decoding=\"async\" title=\" DINO\" alt=\"\" src=\"https:\/\/p2.trrsf.com\/image\/fget\/cf\/460\/0\/images.terra.com\/2016\/12\/13\/1af8165a-2c26-4512-841a-73379dbc6bf0.jpg\" width=\"460\" \/><\/p>\n<div style=\"display: inline !important;\"><\/div><figcaption><em id=\"__mceDel\"><small itemprop=\"copyrightHolder\">Foto: DINO<\/small><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Adesivos antissinais de silicone no Brasil<br \/>\nOs produtos \u00e0 base de silicone s\u00e3o utilizados h\u00e1 mais de 20 anos em todo o mundo. No Brasil, h\u00e1 um ano a empresa LENIC passou a fabricar os adesivos antissinais de silicone Sup\u00e9rbia, voltados para o tratamento de cicatrizes. Eles n\u00e3o possuem adi\u00e7\u00e3o de ativos ou f\u00e1rmacos e s\u00e3o elaborados com silicone de grau m\u00e9dico, produzido pela l\u00edder global em silicone, a americana Dow Corning Corp.<\/p>\n<p>&#8220;Embora n\u00e3o haja, por enquanto, uma \u00fanica forma de explicar a atua\u00e7\u00e3o do silicone na melhora das cicatrizes, existe um consenso de que ele \u00e9 eficaz nesse tratamento. Com o objetivo de cobrir essa lacuna no Brasil, e oferecer a m\u00e9dicos e pacientes uma nova op\u00e7\u00e3o no tratamento das cicatrizes, lan\u00e7amos as tiras e placas adesivas Sup\u00e9rbia&#8221;, afirma a s\u00f3cia-diretora da marca, Erika Assump\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os adesivos s\u00e3o feitos para aplica\u00e7\u00e3o direta na cicatriz, sem uso de medicamentos adicionais. Mediante oclus\u00e3o da pele, eles atuam tanto na hidrata\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da cicatriz quanto proporcionam uma leve compress\u00e3o, auxiliando no processo de redu\u00e7\u00e3o da espessura da cicatriz e melhorando colora\u00e7\u00e3o, textura e uniformidade da regi\u00e3o tratada.<br \/>\nUm estudo planejado e conduzido segundo as determina\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Sa\u00fade (CNS, realizado em 2016 com 50 pessoas, confirmou o aumento da hidrata\u00e7\u00e3o da pele em 100% das participantes, fator altamente relevante nos tratamentos de cicatrizes. &#8220;Os produtos s\u00e3o hipoalerg\u00eanicos e dermatologicamente testados, al\u00e9m de comprovados por institutos especializados&#8221;, afirma a s\u00f3cia-diretora da LENIC, Adriana Cantoni, que ressalta a aprova\u00e7\u00e3o da ANVISA como mais um quesito na seguran\u00e7a da utiliza\u00e7\u00e3o dos adesivos. &#8220;Poder contribuir com a melhora do problema e diminuir o desconforto com a apar\u00eancia de cicatrizes \u00e9 uma de nossas miss\u00f5es&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: terra.com.br\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos apontam benef\u00edcios do uso de produtos \u00e0 base de silicone no tratamento de cicatrizes Grandes ou mesmo discretas, essas marcas s\u00e3o normalmente um inc\u00f4modo, tanto para mulheres quanto para&#8230;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":2370,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4323","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}