{"id":4911,"date":"2012-11-05T22:01:53","date_gmt":"2012-11-05T22:01:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.cirurgiaplastica.org.br\/?p=271"},"modified":"2012-11-05T22:01:53","modified_gmt":"2012-11-05T22:01:53","slug":"plasticas-clandestinas-preocupam-medicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/plasticas-clandestinas-preocupam-medicos\/","title":{"rendered":"Pl\u00e1sticas clandestinas preocupam m\u00e9dicos"},"content":{"rendered":"<p><em>Esse foi um dos temas da 27\u00aa Jornada Norte-Nordeste de Cirurgia Pl\u00e1stica, que teve in\u00edcio ontem<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), h\u00e1 cerca de 12 mil m\u00e9dicos exercendo a medicina na clandestinidade. Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica (SBCP), esses profissionais inaptos que realizam cirurgias pl\u00e1sticas representam perigo para a seguran\u00e7a dos pacientes. No Cear\u00e1, esses n\u00fameros ainda n\u00e3o podem ser contabilizados devido ao grande n\u00famero de cursos de fins de semana que formam profissionais clandestinos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www2.cirurgiaplastica.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/plastica_clandestina.jpg\" alt=\"\" width=\"306\" height=\"220\" class=\"alignleft size-full wp-image-272\" \/><\/p>\n<p><em>O encontro tamb\u00e9m discutiu a cirurgia pl\u00e1stica de mama. O procedimento mais realizado no Brasil \u00e9 o implante mam\u00e1rio. Para ser apto, o profissional precisa passar por, pelo menos, 14 mil horas de treinamento Foto: Alex Costa<\/em><\/p>\n<p>Esse foi um dos temas debatidos durante a 27\u00aa Jornada Norte-Nordeste de Cirurgia Pl\u00e1stica, que teve in\u00edcio, ontem, e segue at\u00e9 amanh\u00e3, no Hotel Gran Marquise, na Beira-Mar. Para o presidente da SBCP, Jos\u00e9 Hor\u00e1cio Aboudib, em S\u00e3o Paulo, de todos os casos de queixas por problemas em cirurgias desse tipo, 97% envolvem os n\u00e3o cirurgi\u00f5es habilitados. &#8220;Queremos alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre os perigos e que, por isso, eles devem realizar os procedimentos com os membros da sociedade&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ele acrescenta que, para ser um profissional preparado para fazer uma cirurgia pl\u00e1stica, s\u00e3o necess\u00e1rios seis anos de forma\u00e7\u00e3o na faculdade de Medicina, dois anos de resid\u00eancia em cirurgia geral e tr\u00eas anos de resid\u00eancia em cirurgia pl\u00e1stica. S\u00e3o 14 mil horas de treinamento. Depois, o m\u00e9dico faz provas para ter o t\u00edtulo de membro da SBCP.<\/p>\n<p>Para saber se o profissional est\u00e1 apto a exercer a sua fun\u00e7\u00e3o, Aboudib aconselha a perguntar ao m\u00e9dico ou acessar o website da SBCP e procurar na lista de cirurgi\u00f5es que s\u00e3o membros. &#8220;Ao procurar um m\u00e9dico sem treinamento, a chance de insucesso ser\u00e1 muito maior&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O presidente acrescentou que \u00e9 dif\u00edcil enfrentar esses problemas, pois a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 espec\u00edfica nesses casos. De acordo com a lei, o m\u00e9dico pode fazer tudo que ele se julgar capaz. &#8220;N\u00f3s queremos mudar essa lei, pois achamos que medicina se especializou demais e ningu\u00e9m pode dominar todas as \u00e1reas&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele destacou que a sociedade n\u00e3o tem poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o desses m\u00e9dicos que est\u00e3o exercendo a medicina na clandestinidade. O que pode ser feito \u00e9 a den\u00fancia para que sejam analisadas pelo CFM e tamb\u00e9m pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da SBCP Regional Cear\u00e1, Paulo Regis Teixeira, esse problema acontece em todas as regi\u00f5es do Brasil. &#8220;Essa invas\u00e3o dos n\u00e3o-qualificados nos preocupa, pois ser membro da sociedade \u00e9 uma seguran\u00e7a de que o profissional est\u00e1 habilitado&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Tempo<\/strong><\/p>\n<p>Ele fez quest\u00e3o de ressaltar que o treinamento \u00e9 necess\u00e1rio, pois a pessoa n\u00e3o passa a ser um cirurgi\u00e3o da noite para o dia. &#8220;N\u00e3o podemos enumerar o n\u00famero de m\u00e9dicos, aqui no Cear\u00e1, que est\u00e3o trabalhando, mas n\u00e3o s\u00e3o capacitados, pois existem muitos cursos de algumas semanas de dura\u00e7\u00e3o que formam pessoas e as fazem pensar que s\u00e3o capazes de realizar uma cirurgia pl\u00e1stica&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Teixeira declarou que est\u00e1 sendo finalizado um protocolo de seguran\u00e7a para o pr\u00e9 e p\u00f3s-operat\u00f3rio. Nesse documento, ser\u00e1 inclu\u00eddo a necessidade do paciente perguntar ao m\u00e9dico se ele est\u00e1 apto a realizar cirurgia.<\/p>\n<p>O diretor cient\u00edfico da SBCP, N\u00edveo Steffen, explicou que o tema central da 27\u00aa Jornada Norte-Nordeste de Cirurgia Pl\u00e1stica \u00e9 a mama. O objetivo \u00e9 levar para o evento a troca de informa\u00e7\u00f5es para que eles consigam alcan\u00e7ar melhores resultados. &#8220;Nesse encontro, discutiremos n\u00e3o s\u00f3 a est\u00e9tica da situa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o sofrimento das mulheres com o c\u00e2ncer de mama, principalmente se a reconstru\u00e7\u00e3o for necess\u00e1ria. Dessa forma, os beneficiados s\u00e3o os pacientes&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o CFM, o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds onde mais se faz cirurgia pl\u00e1stica. Somente no ano passado, foram 800 mil. O implante mam\u00e1rio teve o maior n\u00famero de procedimentos. Em segundo, est\u00e1 a lipoaspira\u00e7\u00e3o e, em terceiro, cirurgias na face.<\/p>\n<p>Fala, blogueiro<\/p>\n<p><strong>Especialista deve diminuir ainda mais os riscos<\/strong><\/p>\n<p>Para explicar a import\u00e2ncia do especialista em cirurgia pl\u00e1stica, vou procurar ser mais informal e falar como falo no meu consult\u00f3rio. Costumo comparar a cirurgia pl\u00e1stica a uma viagem de avi\u00e3o, que \u00e9 o meio de transporte mais seguro, mas que traz m\u00e1s not\u00edcias de tempos em tempos. Quando uma aeronave cai no leste europeu, na \u00c1frica ou na Austr\u00e1lia, o mundo inteiro fica sabendo e, com tantos avi\u00f5es pelo mundo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o raro que isso ocorra.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre com as cirurgias pl\u00e1sticas, cujos ocasionais problemas chamam muito mais aten\u00e7\u00e3o que os de outros procedimentos m\u00e9dicos, at\u00e9 mesmo pelo fato de serem bastante seguras.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o do especialista \u00e9 diminuir ainda mais os riscos. Isso exige uma longa forma\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo 11 anos, entre faculdade e resid\u00eancia, al\u00e9m de um constante esfor\u00e7o de aperfei\u00e7oamento e atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira permite que qualquer m\u00e9dico realize qualquer procedimento, desde que tenha conhecimento t\u00e9cnico. Baseado nessas leis, muitos m\u00e9dicos de outras especialidades realizam procedimentos que n\u00e3o fizeram parte de sua forma\u00e7\u00e3o. Isso aumenta o \u00edndice de problemas.<\/p>\n<p>Meu conselho para quem busca cirurgia pl\u00e1stica \u00e9 come\u00e7ar procurando um especialista. A lista est\u00e1 no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica (<a href=\"http:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/\" title=\"http:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Eduardo Furlani<\/strong><br \/>\nCirurgi\u00e3o pl\u00e1stico<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogs.diariodonordeste.com.br\/saudeeestetica\/\" title=\"http:\/\/blogs.diariodonordeste.com.br\/saudeeestetica\/\" target=\"_blank\">http:\/\/blogs.diariodonordeste.com.br\/saudeeestetica\/<\/a> <\/p>\n<p><strong>THIAGO ROCHA<\/strong><br \/>\n<em>REP\u00d3RTER<\/em> <\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse foi um dos temas da 27\u00aa Jornada Norte-Nordeste de Cirurgia Pl\u00e1stica, que teve in\u00edcio ontem No Brasil, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), h\u00e1 cerca de&#8230;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":331,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4911","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4911"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4911\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiaplastica.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}