Será que o verão é a melhor época para fazer aquela cirurgia plástica que tanto deseja?
Confira mitos e verdades sobre a questão.
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Fonte: www.tvgazeta.com.br
“A medicina passa por uma reestruturação e digitalização. O mercado da medicina cosmética, lasers e tecnologia precisa ser reestruturado dentro da SBCP e seus membros, especialmente os mais novos, serem capacitados para atuarem melhor nestas áreas e tornarem-se mais competitivos”, explica o cirurgião plástico Carlos Casagrande, um dos coordenadores da Comissão Organizadora do 1º Simpósio para Desenvolvimento e Gestão de Carreira ao Jovem Cirurgião Plástico (SIDEG-C).
Ainda segundo Casagrande, “o objetivo da SBCP é ajudar cirurgiões plásticos, especialmente os mais jovens a desenvolverem suas carreiras, tanto do ponto de vista da administração e do marketing, como no fortalecimento de novas atividades médicas para o aumento da renda. Esta é uma bandeira forte desta diretoria que quer fortalecer e posicionar a especialidade frente à comunidade médica e aos pacientes”.
O evento, promovido pela SBCP Nacional, é especialmente apropriado a cirurgiões plásticos que queiram estruturar suas clínicas e à especialista com até oito anos de formação. Na programação, haverá palestrantes renomados de diversas áreas com “um formato moderno, tempo alongado de palestras que permitam de fato o ensino e não somente um overview, abordando de forma ampla e profunda os temas propostos”, explica Casagrande. “A proposta do SIDEG-C é que os participantes saiam com conhecimento concreto a ser aplicado nas suas clínicas”, completa.
Interessados devem inscrever-se pelo site www.cirurgiaplastica.org.br. O 1º SIDEG-C acontece nos dias 27 e 28 de janeiro das 8h às 18h, no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza Hotel, Alameda Santos, 85 – Jardins, São Paulo – SP. Mais informações acesse o site http://1sideg.cirurgiaplastica.org.br/ ou entre em contato pelo telefone (11) 3044-0000 ou pelo e-mail sbcp@cirurgiaplastica.org.br. Para conhecer os palestrantes clique aqui.
Estudos apontam benefícios do uso de produtos à base de silicone no tratamento de cicatrizes
Grandes ou mesmo discretas, essas marcas são normalmente um incômodo, tanto para mulheres quanto para homens. Especialistas de diversos países têm trabalhado constantemente na evolução de tratamentos que previnam e suavizem cicatrizes resultantes de cirurgia, queimaduras, traumas, infecção etc. Nessa jornada, estudos realizados ao longo dos últimos anos concluíram, por exemplo, que o uso de silicone no tratamento de redução de cicatrizes hipertróficas ou queloides é altamente eficaz, o que tem revolucionado a vida de milhares de pacientes ao redor do mundo.
Um estudo intitulado Management of scars: updated practical guidelines and use of silicones (Gestão de cicatrizes: orientações práticas atualizadas e uso de silicones) reuniu, recentemente, nos Estados Unidos, um grupo internacional multidisciplinar composto por 24 especialistas em cicatriz. Entre eles estavam dermatologistas, cirurgiões plásticos, especialistas em reabilitação e queimaduras físicas, além de pesquisadores psicossociais e comportamentais, bem como epidemiologistas, que conduziram uma pesquisa cujo objetivo era atualizar um conjunto de orientações práticas voltadas para a prevenção e o tratamento de cicatrizes.
Os resultados desse estudo mostraram que produtos à base de silicone, como folhas e géis, considerados métodos não invasivos, podem ser recomendados como opção de primeira linha, e padrão gold, na prevenção e tratamento de cicatrizes. Dados clínicos sobre opções de gerenciamento de cicatriz existentes até então foram a base utilizada na pesquisa, que em 2014 foi publicada no European Journal of Dermatology1 (Jornal Europeu de Dermatologia).
De acordo com o Tratado de Cirurgia Dermatológica, Cosmiatria e Laser, lançado em 2013 por autores ligados à Sociedade Brasileira de Dermatologia, “o silicone é amplamente utilizado na prevenção de cicatrizes inestéticas, sob a forma de sprays, cremes, géis e placas”. A página 402 do tratado registra que a ação benéfica do uso do silicone decorre da oclusão e hidratação que o produto proporciona à ferida, permitindo a diminuição da atividade capilar, de hiperemia e da deposição de colágeno2.
Três décadas de estudo
No Brasil, um estudo prospectivo, realizado na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, envolveu um total de 128 pacientes consecutivos, entre novembro de 2007 e abril de 2009. O objetivo era alcançar o melhor resultado estético possível dos participantes, e cada um deles estava em fase pós-operatória de cirurgia plástica e tinha indicação de tratamento de cicatrizes.
A conclusão da análise, publicada em 2010 pela Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, foi de que “o uso de silicone gel mostrou-se útil na melhora de cicatrizes recentes, melhorando parâmetros subjetivos e objetivos, como eritema, prurido e endurecimento”3. Segundo o mesmo artigo, de título Silicone gel em cicatrizes de cirurgia plástica: estudo clínico prospectivo, o uso do gel em cicatrizes teve início já nos anos 1980, e, desde então, inúmeros estudos científicos têm sido publicados a respeito do tema.
Adesivos antissinais de silicone no Brasil
Os produtos à base de silicone são utilizados há mais de 20 anos em todo o mundo. No Brasil, há um ano a empresa LENIC passou a fabricar os adesivos antissinais de silicone Supérbia, voltados para o tratamento de cicatrizes. Eles não possuem adição de ativos ou fármacos e são elaborados com silicone de grau médico, produzido pela líder global em silicone, a americana Dow Corning Corp.
“Embora não haja, por enquanto, uma única forma de explicar a atuação do silicone na melhora das cicatrizes, existe um consenso de que ele é eficaz nesse tratamento. Com o objetivo de cobrir essa lacuna no Brasil, e oferecer a médicos e pacientes uma nova opção no tratamento das cicatrizes, lançamos as tiras e placas adesivas Supérbia”, afirma a sócia-diretora da marca, Erika Assumpção.
Os adesivos são feitos para aplicação direta na cicatriz, sem uso de medicamentos adicionais. Mediante oclusão da pele, eles atuam tanto na hidratação contínua da cicatriz quanto proporcionam uma leve compressão, auxiliando no processo de redução da espessura da cicatriz e melhorando coloração, textura e uniformidade da região tratada.
Um estudo planejado e conduzido segundo as determinações do Conselho Nacional de Saúde (CNS, realizado em 2016 com 50 pessoas, confirmou o aumento da hidratação da pele em 100% das participantes, fator altamente relevante nos tratamentos de cicatrizes. “Os produtos são hipoalergênicos e dermatologicamente testados, além de comprovados por institutos especializados”, afirma a sócia-diretora da LENIC, Adriana Cantoni, que ressalta a aprovação da ANVISA como mais um quesito na segurança da utilização dos adesivos. “Poder contribuir com a melhora do problema e diminuir o desconforto com a aparência de cicatrizes é uma de nossas missões”, finaliza.
Fonte: terra.com.br/
Durante o 53º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, que ocorreu entre os dias 11 e 14 de novembro, na cidade de Fortaleza (CE), 28 especialistas foram aprovados no Exame para Ascensão a Membro Titular. Para prestar o exame para ascensão a membro titular, o cirurgião plástico tem que ser membro associado há pelo menos três anos. Dentro da SBCP, um membro titular faz parte do conselho e tem poder de decisão na Sociedade.
Clódio Draxler Pereira de Souza realizou o exame pela segunda vez. “Fiz prova para ascensão a Membro Titular na Jornada Carioca. Meu trabalho não foi aprovado e tive quase 3 meses para modificar”, diz. O mineiro Renato Nelson De Moura Guerra prestou o exame pela primeira vez em Fortaleza. “Acho o Congresso Brasileiro um evento especial. É o maior de nossa especialidade e, por isso, muito estimulante”, explica.
Vencedor do prêmio Nemer Chidid, conferido ao melhor trabalho apresentado no exame para ascensão a membro titular, Samuel Terra Gallafrio, se sente honrado, pois além de ser aprovado ao prestar o exame pela primeira vez, foi premiado: “Todos os trabalhos eram muito bons, conduzidos por cirurgiões plásticos com um tempo não desprezível de experiência na nossa área. Essas considerações aumentam o grau de dificuldade e o nível de concorrência para a disputa do prêmio. Tudo isso engrandece e valoriza ainda mais esse prêmio para mim”.
Quem também teve mais de um motivo para se orgulhar foi Renato Guerra, filho do ex-presidente da SBCP, Sebastião Nelson Edy Guerra, na gestão do biênio 2010/2011, um dos homenageados desta edição do Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica. “Decidi ser cirurgião plástico pois sempre via o amor com que meu pai se referia a sua profissão. Uma vez cirurgião plástico, sempre contei com o seu apoio. Foi muito emocionante conseguir a ascensão a membro titular num congresso em que meu maior ídolo e mentor foi homenageado. Um momento ímpar que levarei para sempre”, comenta emocionado o médico.
PRÓXIMOS PASSOS
Para esses especialistas, a ascensão a membro titular não é fim do caminho. “Além da satisfação pessoal, a possibilidade de estar presente em mesas de discussão em congressos e jornadas vem notabilizar o desenvolvimento pessoal de nossa carreira acadêmica”, afirma Gallafrio. “O Título de Membro Titular dá um gás em nossa vida profissional, permitindo abrir os horizontes e aumentar o desejo de melhorar profissionalmente, tendo como objetivo, sempre o melhor para o paciente. Considero que é mais um degrau que subi nessa longa escada. O mestrado será o próximo degrau, se Deus permitir”, comemora Souza.
Leia abaixo a lista de todos os aprovados no Exame para Ascensão a Membro Titular do 53º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica:
Saiba mais sobre os procedimentos mais realizados por eles, no Brasil
Nem venha com essa história de que cirurgia plástica é coisa de mulher! Indiscutivelmente, a vaidade chegou ao público masculino e eles querem, sim, ter um tanquinho para chamar de “meu” ou fazer desaparecer os sinais da queda de cabelo que a idade trouxe. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em cinco anos, a presença de homens em consultórios de cirurgia plástica quadruplicou, passando de 72 mil para 276 mil ao ano, uma média de 31,5 procedimentos por hora. Redução das mamas (ginecomastia), implante capilar, rinoplastia, lipoaspiração e cirurgia de pálpebra estão entre os procedimentos mais realizados.

Por Antonio Paulo Pitanguy Müller, médico residente em cirurgia plástica
Eu sempre fui muito próximo ao meu avô. Lembro-me dos fins de semana que íamos à ilha (foto 1), preferia constantemente conversar com ele a brincar com meu primo.
Ele me incentivava a manter a cabeça aberta e a ter curiosidade para diversos assuntos. A cultura era parte de sua vida e algo muito natural para ele; a simplicidade foi uma de suas principais qualidades. Tivemos um estilo de vida muito peculiar, mas tudo parecia normal. Olhando para trás agora, eu vejo o quão sortudo eu fui por conseguir aproveitar a companhia dele em vários lugares diferentes. Amava almoçar com ele em sua clínica. Tinha uma cobertura com um aquário e pássaros. Tinha um auditório que transmitia cirurgias ao vivo, onde colegas e residentes assistiam e isso era fascinante pra mim.

Durante minhas férias escolares, nós costumávamos ir para a Suíça esquiar. Tenho boas memórias com ele; às vezes ele me levava ao cinema e depois íamos comer uma pizza. Ele tinha a habilidade de fazer qualquer um se sentir especial, brincando na neve e esquiando com a família.
Quando comecei a faculdade de medicina, ele estava feliz, mas me deu o senso da responsabilidade. Disse-me que antes de me tornar um médico eu deveria viver intensamente cada passo. “Não ponha a carroça na frente dos bois”, ele me dizia. Pois, em sua opinião, o mundo estava cheio de especialistas, mas nenhum com interesse verdadeiro no ser humano. Encorajava-me a estudar e quando saímos para jantar em época de provas, ele me ajudava com a matéria da prova. Lembro-me de um dia em que matei aula para ir a sua clínica ver operações. Quando ele me viu, perguntou: “O que você está fazendo aqui? Ainda não é o momento de observar uma cirurgia plástica, você deveria estar estudando.”

Comecei a fazer plantão à noite em um dos principais hospitais públicos do Rio de Janeiro quando estava no quarto ano de medicina. Não queria que as pessoas soubessem que eu era neto dele, porque o nome dele é bem famoso no Brasil. Lembro-me de uma paciente que chegou com um corte no rosto para saturar e ela me disse sem saber quem eu era: “Por favor, faça o seu melhor. Quero que pareça que foi o Pitanguy que fez.” A experiência no hospital público foi muito importante para mim, me deu discernimento sobre a gravidade da violência urbana. Nós não dormíamos, mas era muito emocionante e eu amava contar as histórias para ele. Era o assunto que mais gostava: contar-me sobre suas experiências e aventuras no começo de carreira, quando trabalhava na emergência atendendo aos chamados das favelas.
Quando me formei, decidi que deveria fazer minha residência em cirurgia geral em um hospital do subúrbio do Rio, com muitas chamadas de emergência e traumas. Ele me encorajou a fazer isso e foi umas das experiências mais importantes da minha vida. Os cirurgiões que trabalhavam lá eram verdadeiros heróis, davam o melhor de si no que mais parecia um cenário de guerra, recebendo vítimas de tiroteios quase todos os dias em péssimas condições de materiais e infraestrutura. Aprendi bastante lá, passei duas vésperas de natal trabalhando na emergência ao invés de aproveitar com a minha família na Europa. Ele estava orgulhoso, mas nunca demonstrou isso. Sempre me dizia para ser humilde e tomar consciência da hierarquia que havia e do longo caminho que eu tinha à frente.
Ele criou uma escola de cirurgia plástica no início dos anos 60. E me disse que se eu quisesse entrar em seu treinamento, tinha que estudar muito e fazer um bom teste, porque era uma instituição meritocrática e não uma empresa familiar. Estava feliz em me aceitar pelo mérito (foto 3). Eu sabia que ele não viveria para sempre, então, nos últimos três anos fiz um esforço para tentar passar o máximo de tempo possível com ele. Eu tive o privilégio de ir a diferentes reuniões de cirurgia plástica com ele em muitos lugares. No Brasil, todo mundo pedia para tirar fotos com ele, e por conta de sua idade, às vezes, me preocupava. Uma vez perguntei se ele não estava cansado de tirar tantas fotos e ele disse que ele não era uma estrela do rock, e sim um médico e ficava muito honrado de ser reconhecido pelo seu trabalho.

Tive a chance de ir para os Estados Unidos e observar um dos melhores cirurgiões plásticos do mundo e quando voltei, conversei com meu avô e tive a clara percepção de que ele não sabia que era visto como modelo, o quanto influenciava outros jovens cirurgiões. A curiosidade era o que o mantinha; era curioso basicamente sobre tudo e gostava de citar o escritor brasileiro Guimarães Rosa, “mestre não é aquele que sempre ensina, mas sim aquele que sempre aprende.” Nesse sentido, me perguntou sobre as mídias sócias, aplicativos de iPhone, etc. Nos últimos meses, eu realmente gostava de assistir filmes com ele depois do jantar e sempre tinha várias opções, porque frequentemente ele dizia “não, esse é muito chato” e eu tinha que mudar de filme. A casa dele no Rio ficava perto de uma floresta, nos almoços de domingo era normal recebermos visitas de macacos no jardim, ele me pedia para alimentá-los. “Dê a banana para o pequenininho. Esse aqui está muito gordo comendo tudo.” Era um amante da natureza antes mesmo da ecologia virar moda. E durante mais de 30 anos manteve sua ilha ligada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente com muitas espécies de animais.
Fiz 30 anos uma semana antes de ele falecer. Ele estava fazendo hemodiálise. No dia seguinte, levei o bolo de aniversário e um champanhe para sua casa. Fizemos um brinde, ele me desejou sucesso e me senti triste por conta de sua fragilidade. Ele citou uma passagem da Bíblia, quando o rei Davi estava morrendo e pediu para chamar seu filho que ainda era muito jovem e me disse em latim: “Confortare pesto vir”, que significa: “Tenha coragem, seja um homem” (foto 4). Sempre vou guardar a memória de sua força já no final de sua vida, insistindo em aceitar carregar a Tocha Olímpica um dia antes de falecer e de nunca reclamar de nada. Manteve seu senso de humor até o fim e viveu uma vida plena e produtiva. O trabalho ocupava a maior parte do seu tempo, mas sei que não se arrependeu disso; era apaixonado pela sua especialidade e ajudou na sua propagação pelo Brasil.

Fonte: https://prsresidentchronicles.wordpress.com/2016/12/02/take-courage-be-a-man/
São muitos e altamente variados os motivos que levam as mulheres a buscar uma cirurgia plástica. A grande maioria, no entanto, procura por um especialista nesta área para melhorar seu aspecto físico e, consequentemente, sua autoestima. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a International Society of Aesthetic Plastic Surgery, as cirurgias estéticas mais realizadas são a lipoaspiração e as cirurgias mamárias. Tais procedimentos são mais procurados por mulheres entre 20 e 50 anos.
Paulo Renato Simmons de Paula, professor adjunto de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás e membro especialista e titular da SBCP, diz que essa procura pode ser ocasionada por uma alteração física que causa desconforto à mulher, como mamas muito pequenas (hipomastia) ou muito grandes (hipertrofia mamária), um nariz grande ou orelhas em abano. “Muitas vezes, a paciente apresenta uma desproporção corporal, como um culote grande, e busca a cirurgia como forma de harmonização de seu corpo para se sentir melhor”, explica o médico.
O professor enfatiza que muitas mulheres que apresentam alterações abdominais decorrentes da gestação, como aumento do volume cutâneo e flacidez da musculatura abdominal (diástase abdominal), encontram na cirurgia plástica uma solução para melhorar seu contorno abdominal e harmonia corporal. Segundo ele, o aumento da expectativa de vida e do trabalho na terceira idade também tem levado muitas pacientes a buscar a cirurgia para melhorar sua aparência e o desgaste causado pela idade ou outros fatores, como o sol.
“Atualmente temos visto também um grande crescimento na procura de cirurgias plásticas por pacientes que apresentam grande perda de peso, como é o caso da pós-cirurgia bariátrica. Esses pacientes apresentam excesso de pele em várias áreas corporais, como abdômen, mamas, coxa, braço, face e dorso”, comenta.
Em relação aos procedimentos mais realizados nas mulheres, o cirurgião relata que cirurgia específicas são mais comuns em determinadas idades, mas não exclusivas. Em crianças após os seis anos de idade, as cirurgias estéticas mais frequentes são aquelas para correção de orelhas em abano. Após os 17 anos, a cirurgia mais comum é a mamária (seja para redução ou aumento dos seios) e a lipoaspiração.
“Porém, em pacientes adolescentes, estes procedimentos só devem ser realizados naquelas que apresentam maturidade, compreendem a dimensão do procedimento e o tempo de recuperação, tenham expectativas reais e estejam preparadas para possíveis intercorrências e complicações”, alerta Simmons.
Além desses procedimentos, a cirurgia nasal (rinoplastia) também está entre as mais procuradas por mulheres até 40 anos. “Nessa faixa etária, acrescentam-se também as cirurgias em abdômen (abdominoplastia ou miniabdominoplastia) como as mais frequentes”, afirma.
Após os 50 anos, aumenta a procura por cirurgias que envolvem o rosto, como as pálpebras (blefaroplastias) e face (ritidoplastia). “As pacientes podem operar desde que bem avaliadas por um cirurgião e realmente apresentem alterações para que se justifique a realização do procedimento”, esclarece o cirurgião.
Riscos e benefícios
De Paula afirma que existem riscos nas cirurgias plásticas, embora sejam raros. “Houve uma grande evolução da cirurgia plástica nos últimos anos. Complicações mais comuns que podem ocorrer são pontos cirúrgicos que inflamam e abertura da cicatriz”, relata. Outras complicações que podem ocorrer são infecções, necrose de tecidos e cicatrizes de qualidade ruim (queloides), trombose de membros inferiores, embolia pulmonar, reações alérgicas, reações anestésicas e, em raríssimos casos, morte.
“Cada cirurgia apresenta características peculiares. Cada ato cirúrgico deve ser profundamente explorado e seus riscos devem ser explicados à paciente pelo cirurgião plástico. Essa parceria e confiança mútua entre o médico e a paciente é de extrema importância para a realização de uma cirurgia plástica”, diz. Ele revela que para que o procedimento seja feito com segurança, é fundamental procurar um profissional sério e preparado. “Isso não é uma garantia de resultado, mas sabe-se que a chance de sucesso na cirurgia passa a ser grande”, aponta.
Para o especialista, é muito importante passar por uma consulta com este profissional antes da realização de qualquer procedimento. “Conhecê-lo pessoalmente é essencial. Deve-se prestar atenção em como ele se apresenta e se posiciona diante da paciente, seu tempo de consulta, se ele esclarece todas as dúvidas e trabalha dentro de expectativas realistas”, enfatiza.
Uma boa consulta envolve a discussão da história médica completa da paciente, em que são discutidos doenças, cirurgias anteriores e presença de complicações, existência de alergia e reação a anestesias anteriores, medicações de uso regular, vitaminas, suplementos, álcool, tabagismo e outras drogas.
Na opinião do professor, os benefícios das cirurgias plásticas são enormes, já que bons resultados melhoram de maneira significativa a autoestima da mulher. “Os benefícios vão além da aparência física. Em muitos casos, são reduzidos problemas relacionados a autoimagem, tais como confiança pessoal e em outras pessoas, depressão ocasionada por insatisfação corporal, bullying em crianças e harmonia corporal”, relata.
De Paula ressalta, no entanto, que é fundamental que as expectativas sejam reais, devendo-se fugir de resultados sonhados ou baseados em resultados de terceiros. “Cada corpo é único assim, como seu resultado”, conclui.
Dicas importantes
Segundo o médico Paulo Renato Simmons de Paula, é importante escolher um cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) que:
- Completou um treinamento em cirurgia de no mínimo cinco anos, sendo três deles em cirurgia plástica (lembrando que o médico se especializa em cirurgia após concluir a graduação em medicina, que são seis anos);
- Está treinado para realizar as diferentes cirurgias plásticas existentes em seu arsenal;
- Está submetido a um código estrito de ética;
- Apenas opera em instalações médicas credenciadas.
Para saber se o médico é titulado e cadastrado na SBCP, acesse: http://www.cirurgiaplastica.org.br.
Para quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica, a orientação é de que conheça pessoalmente pacientes que se submeteram a algum procedimento com o mesmo especialista. É importante também certificar-se de que o profissional está cadastrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado na especialidade de Cirurgia Plástica.
Outro alerta é para profissionais que prometem resultados milagrosos. Deve-se tomar cuidado, ainda, com profissionais que oferecem preços muito baixos e fogem das médias da região. A paciente também deve observar se o local onde o cirurgião realiza seus procedimentos está dentro dos padrões necessários de segurança. Para de Paula, segurança é a palavra chave para a realização de qualquer ato cirúrgico.
Fonte: www.cuidadofeminino.com.br


