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Pesquisa revela que 17 mil pessoas tiveram sequelas após uso do metacril

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Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica calculou número de pacientes que sofreram deformidades e complicações por causa do produto

SÃO PAULO – Muito utilizado para preenchimento e modelagem facial e corporal, o polimetilmetacrilato (PMMA), também conhecido como metacril ou bioplastia, provocou deformidades e complicações em cerca de 17 mil pacientes de todo o País, segundo pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBPC-SP) e obtida pelo Estado.

Essa é a estimativa do número de pacientes que precisaram recorrer a cirurgiões plásticos a fim de corrigir sequelas deixadas pelo produto no período de um ano, entre maio de 2015 e de 2016, conforme a pesquisa feita pela SBPC-SP com 300 especialistas brasileiros.

O PMMA é um produto sintético composto por microesferas de acrílico aplicado por meio de cânulas, sob anestesia local. Os riscos do uso do produto ganharam atenção no final de 2014, quando a modelo Andressa Urach foi internada em estado grave com uma infecção nos glúteos e coxas causada pelo uso de metacril e hidrogel, outro produto usado para preenchimento corporal.

“Como é formado por microesferas, o PMMA se espalha pelo tecido da região após ser aplicado e, por ser um corpo estranho, costuma causar uma reação que produz nódulos e deformidades. O problema maior é que o quadro é quase insolúvel porque, para extrair o produto, é preciso retirar tecido sadio em volta. É como tentar tirar cola aplicada sobre uma esponja”, diz Luis Henrique Ishida, presidente da SBCP-SP.

Ele relata que, além de ser usado como modelador para glúteos e coxas, o produto tem sido aplicado no rosto para o preenchimento de rugas. “Quando ocorrem complicações, são necessárias pelo menos duas cirurgias para tentar minimizar o problema, mas a região não volta a ser como era. Além disso, há pessoas que podem ter infecções graves ou reações alérgicas que precisarão ser tratadas com corticoides para o resto da vida”, diz o especialista, que pede que a substância seja banida para fins estéticos. “Ela começou a ser usada para corrigir deformidades de pacientes HIV positivos. Mesmo nesses casos os resultados não são os melhores.”

Barato. Médicos dizem que a opção pelo metacril ganhou adeptos pelo custo inferior a outros procedimentos estéticos. Enquanto uma sessão de aplicação de ácido hialurônico custa R$ 2 mil, a de PMMA vale cerca de R$ 900 e nem sempre é feita por médicos. Na internet, é possível encontrar clínicas de estética, consultórios odontológicos e até salões de beleza oferecendo o procedimento.

A psicóloga Dulcinéa Ferraz, de 50 anos, foi uma das vítimas do uso do polimetilmetacrilato. Em 2010, ela procurou uma clínica de São José dos Campos, onde mora, para fazer o preenchimento de uma ruga profunda acima da boca. A médica indicou a bioplastia para a marca de expressão e também para dar volume aos lábios. “Em nenhum momento ela me explicou que havia riscos.”

Dois anos depois, Dulcinéa passou a notar um inchaço e o aparecimento de feridas e nódulos na boca. “Eu parecia um índio botocudo tamanho o inchaço da minha boca. Fiz duas cirurgias, tomei medicamentos, mas dava uma melhorada e depois voltava. Minha autoestima deixou de existir, não queria mais sair de casa.” Em 2015, a psicóloga fez uma plástica para a retirada de parte do produto. “Não saiu tudo, mas estou melhor.”

Anvisa. Questionada sobre a regulamentação do uso do polimetilmetacrilato no País, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, para fins estéticos, tanto a procedência do produto quanto a capacitação do profissional devem ser observados pelos pacientes.

“A orientação do paciente deve ser completa, de modo a permitir sua livre escolha de submeter-se, ou não, ao procedimento. Os estabelecimentos devem possuir condições hígidas e ser devidamente equipados”, informou a agência. O uso do produto em procedimentos reparadores, como para pacientes com lipodistrofia causada pelo tratamento contra o HIV, deve ser feito em unidades de saúde credenciadas.

 

Fonte: saude.estadao.com.br

 

De “cara” nova: 9 tratamentos para melhorar a aparência da região íntima

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Pele escurecida, tamanho dos grandes e dos pequenos lábios, do clitóris e do monte de vênus. São muitos os motivos que levam mulheres aos consultórios de cirurgiões plásticos e dermatologistas para melhorar a aparência da vulva, região que compreende toda a genitália feminina, incluindo a vagina (embora a grande maioria da população se refira a todo esse conjunto como a vagina, vale reforçar que ela é o canal interno do órgão sexual feminino e parte do aparelho reprodutor).

Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), o Brasil é recordista mundial em cirurgias íntimas femininas -só em 2015, a labioplastia foi feita por 12.870 mulheres no país.

O cirurgião plástico André Colaneri, especialista pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), conta que a maioria das pacientes que busca por esses procedimentos o fazem por se sentirem constrangidas de alguma forma, seja na hora de colocar alguma roupa específica [biquíni ou calça apertada] ou no momento da relação sexual.

“A paciente opera por ela mesmo, e não para agradar o marido ou namorado. Na verdade, os homens não ligam muito para essas coisas, mas as mulheres querem se sentir melhor. A cirurgia é íntima não só pelo lugar em que ela é feita, mas também por parte da paciente, que, muitas vezes, não conta para ninguém que fará o procedimento”, afirma Colaneri.

UOL conversou com cirurgiões plásticos e dermatologistas para conhecer quais são os tratamentos que podem ser realizados por quem quer deixar a área íntima mais bonita:

  • Cremes clareadores

    Como a depilação com cera faz com que a região da vulva fique mais escura, muitas mulheres se incomodam e buscam auxílio de cremes clareadores. “Esse tipo de produto só pode ser usado na virilha e na parte superior do púbis, locais em que a pele é mais grossa. A mucosa da vulva é muito sensível e, como muitos desses cremes têm ácido em sua composição, podem machucar a região”, explica Gustavo Guimarães, cirurgião plástico membro da SBC (Sociedade Brasileira de Cirurgia).

  • Laser

    O laser estimula a produção de colágeno, ajudando a clarear a pele. “Na área externa, utilizamos o laser fracionado. Ele provoca pequenos ‘furinhos’ na pele, estimulando a produção de colágeno e, com isso, melhora o aspecto da pele deixando-a mais clara”, explica Daniella Curi, ginecologista especialista em rejuvenescimento vaginal. Segundo ela, a dor no procedimento é de leve à moderada e vai depender muito da sensibilidade de cada pessoa. “Conseguimos amenizar essas dores com uso de anestésico tópico antes da sessão de laser”, diz ela.

  • Peeling

    Assim como o peeling facial e corporal, o procedimento feito na região genital, segundo Denise Steiner, coordenadora científica da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), tem o objetivo de renovar as células do local e contribuir com seu clareamento. “Na hora, o procedimento pode arder um pouquinho. Depois, há uma leve descamação na região.”

  • Microdermoabrasão

    Outro tratamento disponível para clarear a região da vulva e da virilha é a microdermoabrasão. “O aparelho joga um jato de partículas para estimular a produção de colágeno. O tratamento não é dolorido: a paciente sente micropedrinhas encostando no local, esquentando um pouco”, explica Denise.

  • Radiofrequência

    Os aparelhos de radiofrequência liberam uma energia diferente da do laser para deixar a região íntima mais clara. “As ponteiras do aparelho encostam na pele e massageiam toda a área com movimentos circulares, dos grandes aos pequenos lábios. O objetivo é melhorar a rigidez da pele, que, muitas vezes, fica flácida com o passar da idade. O tratamento libera calor e estimula a produção do colágeno na região”, afirma Denise. Segundo Denise Steiner, para que seja eficiente, a radiofrequência precisa ser feita com uma temperatura elevada: durante o tratamento, é possível que a mulher tenha uma sensação rápida de queimação na pele.

  • Preenchimento com ácido hialurônico ou gordura

    Segundo Milton Rocha, membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), esse tipo de procedimento tem sido feito com frequência por conta da atrofia vulvar que acontece com as mulheres quando elas passam dos 35 anos. “Durante o processo de envelhecimento, há uma queda nos níveis hormonais e a vulva vai perdendo o volume e elasticidade”, explica. Para aumentar o volume, tanto dos grandes quanto dos pequenos lábios, o preenchimento pode ser feito de duas maneiras: com ácido hialurônico ou com gordura. Enquanto o primeiro age de forma temporária para melhorar o aspecto estético da região, o segundo é definitivo e feito com a própria gordura do corpo, diminuindo riscos de rejeição. “A desvantagem da gordura é que é preciso retirar material de algum outro local [abdome, costas, bumbum, etc.] para a aplicação e sua absorção é variável. Já o ácido tem menor tempo de duração [de seis a oito meses] e todo o volume de aplicação que é colocado no local é absorvido”, explica Guimarães. “Geralmente a dor é suportável, pois utiliza-se um anestésico local”, diz. Os dois procedimentos são ambulatoriais e a paciente vai para casa no mesmo dia.

  • Labioplastia ou ninfoplastia

    Conhecida como correção da hipertrofia dos pequenos lábios, a labioplastia, segundo Rocha, é o tipo de cirurgia íntima mais realizada no Brasil. “Esse aumento dos pequenos lábios faz com que as pregas de pele, que deveriam ficar na parte interna da vulva, fiquem expostas. Isso dá o aspecto de pele sobrando e flacidez, o que constrange muitas mulheres, principalmente na hora do sexo ou quanto colocam uma calça mais justa”, explica Colaneri. O procedimento cirúrgico é simples e feito com anestesia local e sedação. “Ele leva cerca de 40 minutos e a paciente é liberada no mesmo dia. A maioria opera na sexta e já volta a trabalhar na segunda-feira. O que deve ser evitado são banhos muitos quentes. A relação sexual é liberada apenas depois de um mês”, diz Colaneri.

  • Lipoaspiração do monte de vênus

    Consiste na redução da região que fica acima do púbis, onde ficam os pelos. “Essa é aquela gordurinha que se acumula e acaba marcado na calça, constrangendo muitas mulheres. Na maioria dos casos, é retirada com uma lipoaspiração”, explica Colaneri. O procedimento também é de baixo risco e, para ser realizado, a paciente é sedada e recebe anestesia local.

  • Clitoroplastia

    Essa cirurgia é muito procurada pelas mulheres que têm uma hipertrofia do clitóris. “Isso é frequente entre as que tomam hormônios masculinos para fins estéticos. O resultado é que, muitas vezes, o clitóris aumenta de tamanho. Essa cirurgia é feita para diminuir o órgão, e, de todas as íntimas, é a mais complexa, pois há risco de perda de sensibilidade”, explica Rocha.

Fonte:http://estilo.uol.com.br/

Vídeo: Presidente da SBCP-GO convida

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Dr. Luiz Humberto Garcia de Souza, presidente da Sbcp Goiás (SBCP-GO), convida os especialistas a realizarem a prova de ascensão a membro titular, durante a 30ª Jornada Centro-Oeste de Cirurgia Plástica, que será realizada entre os dias 30 de março e 1º de abril e Goiânia – Goiás.

Entrevista: Ricardo Baroudi, o 10° presidente eleito da SBCP

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BREVE ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA CIRURGIA PLÁSTICA NO BRASIL PELA CARREIRA DE RICARDO BAROUDI

No mês em que se comemora o Dia Nacional do Cirurgião Plástico e os 68 anos de fundação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o décimo presidente eleito da SBCP e um dos pioneiros da especialidade no país, Dr. Ricardo Baroudi, fala um pouco de sua trajetória na especialidade e faz uma breve análise da evolução da cirurgia plástica no país, respondendo questões da atualidade como a formação do cirurgião plástico e a invasão da especialidade por não especialistas. Confira a entrevista abaixo.

Foto Dr. Baroudi

SBCP – O senhor se formou há quase 60 anos. Na sua visão o que mudou nessas seis décadas no perfil do médico cirurgião plástico?

RB – Apesar da Medicina ser uma ciência de verdades transitórias, a sua linha de evolução sempre foi e tem sido ascendente em todas as especialidades.  Se formos comparar especificamente a Cirurgia Plástica, quando nos graduamos nos idos de 1957 aos limites atuais da especialidade, os ganhos foram e tem sido contínuos e incontáveis.  Atualmente ainda, analisando a qualidade dos  resultados obtidos nos numerosos e diversos  tipos de cirurgias,  é também quase incomparável com base  na evolução natural das técnicas e nos limites  de cobrança por parte das(os) pacientes.  Um dos pontos fundamentais nesta evolução foi a anestesia e a monitoragem dos pacientes, permitindo maior segurança transoperatória na realização de cirúrgicas combinadas e a imperativa necessidade de equipes cirúrgicas treinadas para realizar estes procedimentos.

Outra evolução a ser registrada é a receptividade da cirurgia estética no cenário social, quando o “tabu” deste tipo de cirurgia passou a ser “status”, associado a mostrar o que é belo e eliminar o oposto.  Este aspecto teve maior repercussão social nos países tropicais e mais ainda nas áreas próximas ao litoral, onde a exposição do corpo é maior comparada com os que vivem nas montanhas, nas regiões do interior dos países e nos de clima temperado.

Ainda nesta linha evolutiva, a desinibição de falar e mostrar os resultados das cirurgias determinou uma reação em cadeia para as pessoas que desconheciam os procedimentos, as que estavam no limite de querer ser operadas e as que aguardavam os resultados de outras operadas para decidirem ou não a se submeterem a estes tipos de cirurgias. Cremos que este comportamento não deverá mudar em longo prazo, salvo algo melhor que a cirurgia plástica estética possa oferecer.

SBCP – Em relação a formação acadêmica, houve evoluções?

RB – Nas últimas décadas a formação acadêmica  tem evoluído continuamente, mediante critérios táticos,  técnicos e didáticos para a preparação de cirurgiões plásticos jovens e qualificados para exercer a especialidade.  Foram criados competentes serviços credenciados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em todo o país, em que o bacharel em medicina durante três anos como residente, depois do treinamento em Cirurgia Geral, recebe treinamento em tempo integral  para estar em condições de exercer a especialidade mediante exame de qualificação  no final do mesmo.

SBCP – Quais foram os maiores desafios enfrentados nesses anos de profissão?

RB – Como os demais médicos, cirurgiões plásticos também  passam por treinamentos específicos para as áreas de atuação.  Desde o início de suas atividades até a aposentadoria, prevalece a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos e a seu constante aprimoramento na sua qualificação técnica para a obtenção de resultados sempre melhores dos apresentados nas condições pré-operatórias.  Não tem sentido resultados aquém. É importante e imperativo que os pacientes saibam os limites e possibilidades dos resultados antes de uma cirurgia, mediante informações precisas por parte do Cirurgião e a possibilidade de haver retoques quando necessário. A relação médico-paciente deve ser mantida diante de intercorrências e mesmo diante de complicações.

Particularmente na Cirurgia Plástica Estética, ninguém se submete a um procedimento para ficar igual ou pior do que estava: a expectativa é melhorar sempre, porém, dentro de critérios apresentados pelo profissional responsável para evitar qualquer ansiedade além dos limites prometidos.

Durante os anos de atividade profissional passamos por três períodos distintos e interligados quanto à postura profissional diante das pacientes: quantitativo, qualitativo e o seletivo.  As palavras são autoexplicativas e aplicadas à grande maioria dos Cirurgiões Plásticos.

Ainda sobre o assunto, a tendência é a de sermos selecionados pelos pacientes diante dos resultados por eles observados nas pessoas de suas relações. Os maiores desafios foram agir com competência e dignidade, atributos nem sempre presentes na nossa rotina profissional, pois, quando nosso dia a dia é lidar com a vida humana , muitos quesitos algumas vezes adversos, se somam à nossa competência.

SBCP – E quais foram suas principais conquistas?

RB – A minha prioridade sempre foi trabalhar na especialidade, juntando atividades científicas e cirúrgicas, combinando ambas de forma a contribuir com publicações em Livros e Revistas nacionais e estrangeiras. Chegamos  aproximadamente a  140 publicações  , além de um livro integralmente escrito por nós sobre Cirurgia do Contorno Corporal. Paralelamente fui duas vezes presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, presidi três congressos internacionais e fui editor da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica.

SBCP – Hoje temos visto muitos não especialistas realizando procedimentos de cirurgia plástica. Como o senhor enxerga essa invasão da especialidade?

RB – Nos tempos idos , chamávamos especialistas de várias áreas para participarem de certos tipos de cirurgias combinadas com a plástica que iríamos realizar nas pacientes.  Otorrinos, oftalmologistas, ginecologistas, cirurgiões gerais, ortopedistas, etc., que realizavam o seu trabalho e eram responsáveis pelo seu tratamento.  As pacientes pagavam diretamente a estes médicos. Por exemplo, os otorrinos eram os responsáveis pela parte funcional do nariz corrigindo o septo e os cornetos melhorando a respiração e nós na plástica nasal para fins estéticos.

O tempo passou e lentamente estes especialistas aprenderam a fazer estas plásticas e simplesmente continuam nesta rotina atualmente.  Não haverá retorno ao antigo sistema de combinar especialistas diversos de acordo com a patologia específica. Desconhecemos os aspectos legais e éticos destes procedimentos.  O tempo determinará até quando isto vai ocorrer e até quando o Conselho Federal de Medicina irá assumir o teor deste assunto e definir a conduta final.

SBCP – Que recado o senhor gostaria de passar para os novos cirurgiões plásticos, que estão começando a carreira agora?

RB – A Cirurgia Plástica é essencialmente artesanal em particular a ligada a estética , onde o compromisso profissional   está vinculado ao percentual de melhora  prometido antes da cirurgia.  Mesmo sem nenhuma complicação, quando este índice não é atingido, a cobrança por partes dos pacientes pode variar e muito. A relação médico-paciente pode sofrer alterações pouco previsíveis em extensão e profundidade, articularmente diante de intercorrências de problemas que exigem revisões cirúrgicas e casos de resultado aquém do prometido ou combinado no pré-operatório.

A documentação científica é imperativa no pré e no pós-operatório dos casos operados para comprovação real sobre o que foi combinado antes da cirurgia.  Aparelhos de filmar no pré, trans e pós-operatório são altamente indicados para comprovação científica e para fins legais.   Atualmente existem tipos de filmadoras adaptadas na cabeça do cirurgião que oferece condições de documentar todas as fases operatórias, além de permitir separar fotografias que possam ser usadas para vários fins.

Outro detalhe, não menos importante, é o trabalho do cirurgião com uma equipe fixa de assistente(s) e instrumentador(es)  e, se, possível de anestesistas, de acordo com o tempo e o tipo de cirurgia . Altamente recomendável a troca de luvas da equipe e do campo operatório a cada duas horas.

Para concluir, existem três tipos básicos de cirurgiões plásticos: os professores que se dedicam ao ensino da especialidade na área científica, publicando livros e centenas de artigos (porém nem sempre com tanto tempo hábil para usar o bisturi; O segundo grupo é o inverso: gostam de operar, porém, não gostam ou não têm tempo para escrever, publicar ou participar de congressos da especialidade. O terceiro é uma composição dos dois tipos de cirurgiões: os que operam e publicam, cumprindo pesada agenda. Pertenci a este grupo, o qual recomendo aos jovens.

‘Minha boca ia explodir’, diz mulher após procedimento labial

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Quando a busca desenfreada por um padrão de beleza a qualquer custo coloca em risco a segurança dos pacientes

Preenchimento labial

A procura por cirurgias plásticas e procedimentos estéticos só aumenta, mas a falta de regulamentação em alguns países ou a procura por um preço acessível pode gerar resultados indesejados e até mesmo colocar a saúde dos pacientes em risco. (iStokphoto/Getty Images)

Em 2013 o Brasil era o campeão no ranking dos países que mais fazem cirurgias plásticas no mundo. Apesar da queda nos últimos dois anos, os números continuam altos. Segundo uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), em 2015, o Brasil realizou 1,22 milhão de procedimentos. Houve também um aumento por procedimentos menos invasivos e duradouros, como preenchimentos labiais. No entanto, estes também não estão livres de risco.

“Assim que terminou, entrei no carro e chorei. Senti que eu tinha me autoflagelado”, disse uma das milhares de jovens que se submetem ao preenchimento facial como uma solução milagrosa para elevar a autoestima, no Reino Unido, segundo informações da BBC Brasil.

Lá, o procedimento estético é considerado um dos mais acessíveis, uma vez que não precisa ser feito por médico ou clínica autorizada. Desde 2014, tem havido um aumento de 13% ao ano em todos os procedimentos estéticos, de acordo com relatório anual da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (Baaps, na sigla em inglês). No entanto, essa continua a ser uma das áreas menos regulamentadas da medicina no Reino Unido, o que coloca em risco a segurança dos pacientes.

Aos 24 anos, Tina, que prefere não revelar seu nome verdadeiro, pagou 75 libras (cerca de 350 reais) por um preenchimento labial, realizado no salão de beleza que frequentava.

“Foi fácil demais. Logo depois, ficou horrível. Muito inchado. Eu nunca senti tanta dor como naquela noite. Fiquei acordada de 2h até 5h da manhã no banheiro, observando meu lábio no espelho. Minha boca ia explodir. Essa era minha sensação. E senti vergonha por ter me submetido a isso apenas por vaidade”, contou a jovem.

Segundo ela, seu parceiro não se conformava. “Ele ficou bravo. Eu pensei que a gente ia terminar por causa disso. Ele dizia: ‘Você sempre falou que queria parecer natural – por que você fez isso?’”, relatou.

O caso de Tina é um entre muitos. Uma pesquisa realizada em outubro pela rede britânica BBC, mostrou que 32% das mulheres britânicas buscam cirurgia plástica. Entre as mulheres com menos de 35 anos, esse percentual sobe para 45%. O procedimento cirúrgico mais popular é o aumento dos seios.

Fonte: veja.abril.com.br

Comissão garante prioridade no SUS para cirurgia reparadora à vítima de violência doméstica

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou proposta que garante prioridade de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para a cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Gorete Pereira (PR-CE), ao Projeto de Lei 2362/15, do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM). O projeto original garante o direito à cirurgia plástica reparadora e prevê a prioridade de atendimento para o procedimento no SUS.

A relatora destaca, porém, que a Lei 13.239/15 já garantiu o direito à cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher. Porém, não estabelece o direito à prioridade de atendimento.

Segundo Gorete, quando o PL 2362/15 foi apresentado, “ainda não existia norma vigente que tratasse do direito à cirurgia plástica reparadora no âmbito do Sistema Único de Saúde”.

No substitutivo, a parlamentar aproveita, portanto, “apenas os aspectos inovadores do projeto”. O texto acrescenta dispositivo à Lei Maria da Penha (11.340/06).

Tramitação

De caráter conclusivo, a proposta será analisada agora pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Fonte: http://oregionalsul.com.br/

7 de dezembro: Dia Nacional do Cirurgião Plástico

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Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica usa data para conscientizar sobre os riscos de realizar procedimentos com não especialistas

Um levantamento solicitado pela SBCP afirma que 63% dos processos jurídicos por erro médico em cirurgia plástica envolvem médicos não especialistas, deste total, 70% são condenados. Para prevenir novos casos, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em comemoração ao Dia Nacional do Cirurgião Plástico, alerta a população para a importância da escolha correta de um profissional que seja especialista em cirurgia plástica. A data foi escolhida em alusão ao dia de fundação da Sociedade, em 7 de dezembro de 1948.

Para o presidente da SBCP, Luciano Chaves, “é injustificável que um paciente queira realizar um procedimento de cirurgia plástica com um médico não especialista”. Segundo estimativa da SBCP, existem 12.000 médicos não especialistas atuando em cirurgia plástica. “Para cada cirurgião plástico habilitado para realizar procedimentos na especialidade, existem dois oferecendo plásticas estéticas, especialmente lipoaspiração, sem ter formação para fazer a cirurgia”, completa.

As consequências em realizar uma cirurgia plástica com um não especialista podem variar entre sequelas, muitas vezes irreversíveis, paralisação de um membro, necrose de tecidos ou até levar o paciente à morte. Além de ser formado em medicina, o cirurgião plástico precisa cursar dois anos de cirurgia geral e três anos de especialização em cirurgia plástica. Por isso, somente um médico especializado está habilitado para realizar qualquer procedimento cirúrgico com a segurança necessária ao paciente.

Em 2015 foram realizadas 1,5 milhão de cirurgias plásticas no país. Deste total, 900 mil procedimentos foram estéticos. Por isso, Luciano alerta àqueles que querem realizar alguma cirurgia plástica, sobre a necessidade de se informar antes e buscar um profissional especializado para atender.

No site da SBCP é possível localizar todos os especialistas em cirurgia plástica do país. Basta acessar www.cirurgiaplastica.org.br ou baixar gratuitamente o aplicativo na Google Play ou Apple Store. “O objetivo maior da Sociedade é levar para a população informação, esclarecimento”, conclui Luciano. A “Pesquisa Jurídica”, sobre intercorrências em cirurgia plástica, foi publicada na edição especial da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica sobre segurança do paciente, divulgada durante o 53º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no mês de novembro.

Dúvidas: plástica no nariz em adolescentes?

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Atualmente, com o uso cada vez maior das redes sociais, muitos adolescentes têm recorrido à rinoplastia, cirurgia plástica no nariz. Mas existe idade mínima para se submeter a esse tipo de cirurgia? Até que ponto o efeito selfie têm interferência nessa escolha? O cirurgião plástico Luiz Fernando Vieira Gomes, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, responde a essa e outras questões.

Quando e em quais casos a rinoplastia é indicada?
A rinoplastia é indicada quando o paciente aponta uma queixa estética no nariz que pode ser corrigida por um procedimento cirúrgico – dorso alto, ponta gordinha ou ponta caída, nariz torto, dentre outros. Mas é importante ressaltar que não é só a questão estética que deve ser avaliada pelo cirurgião. O médico precisa avaliar se, de fato, o paciente é um bom candidato à cirurgia, ou não. É importante o paciente ter consciência dos riscos e do resultado da cirurgia. É preciso que a mudança parta de um desejo verdadeiro, e não de uma vontade passageira, ditada por modismos.

Existe uma idade mínima para ser feita a operação?
Não há um consenso. Deve-se levar em conta que até os 15 anos a parte crânio-maxilo-facial ainda está em desenvolvimento. E o nariz é o centro do crescimento facial. A partir desta idade, já há uma estabilização. Os pais devem estar envolvidos na decisão do jovem, já que a adolescência é um período complicado. Mas se o adolescente sofrer um trauma que afete o nariz, a cirurgia é indicada independentemente da idade.

Muita gente faz a operação de desvio de septo e depois faz uma rinoplastia. É realmente necessário fazer as duas?
Rinoplastia é uma cirurgia estética, diferente da cirurgia de desvio de septo, cujo objetivo é corrigir um problema funcional. Muitas vezes, quem apresenta este problema tem dificuldades na respiração, entretanto, nem todas as pessoas que têm desvio de septo apresentam dificuldades respiratórias. As duas cirurgias, quando bem indicadas, podem ser realizadas ao mesmo tempo ou em tempos distintos. No caso da rinoplastia, o cirurgião plástico é indicado para o tratamento; e do desvio de septo, o otorrino. Mas há cirurgiões plásticos capacitados para corrigir tanto o aspecto estético como o funcional. Porém, em boa parte dos casos, os cirurgiões plásticos trabalham em conjunto com os otorrinolaringologistas.

O que é preciso para uma rinoplastia ser perfeita?
O importante é preservar a estrutura. Fazer intervenções agressivas incompatíveis com o rosto é abusivo. É importante harmonizar o nariz com todo o aspecto facial. Quem tem o rosto maior não pode ter nariz de boneca. Se a pessoa tem o queixo grande, o nariz precisa acompanhar. Tem gente que chega ao consultório com a foto de uma celebridade. Se aquele nariz não harmoniza com a pessoa, o cirurgião precisa dizer “não”. A pessoa não pode fazer uma cirurgia plástica com a expectativa irreal ou exagerada. A cirurgia plástica moderna combate a artificialização. É feio olhar para o nariz de uma pessoa e ter a certeza de que ela fez a cirurgia. É preciso corrigir os defeitos de forma que fique bastante natural

O que é importante o paciente saber antes de se submeter à cirurgia?
O paciente, muitas vezes, tem uma ideia irreal do resultado possível, e isso gera uma expectativa muito grande. Por isso eu sempre bato na tecla de que a conversa anterior à cirurgia precisa ser detalhada e requer extrema franqueza de ambas as partes, tanto do cirurgião quanto do paciente.

Quais os riscos de uma rinoplastia?
Cirurgia plástica é coisa séria, não me canso de repetir. Há pessoas que apresentam a queixa estética, mas não têm condições clínicas de submeter-se à cirurgia – por diabetes, problemas cardíacos ou hipertensão. Dependendo da gravidade dessas situações, a cirurgia deixa de ser possível ou recomendada. No caso da rinoplastia, se o cirurgião não for criterioso, pode resolver a queixa estética causando problemas funcionais, sem comentar o trauma psicológico de não se sentir bem com o próprio nariz.

Existe um padrão “nacional” de nariz perfeito e quem não o tem sofre com isso?
Isto é algo que precisa ser desconstruído, mas muitas pessoas querem o padrão, pequeno e pontudo – que, obviamente, não combina com todo mundo. Padrão tem de ser assim: “nariz harmônico com a face, sem defeito estético e que funcione bem”.

Fonte: Vitória News

Todo cuidado é pouco na hora de escolher o cirurgião plástico

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Encontrei na rua, dias atrás, uma antiga professora, lá dos tempos do Ensino Médio. Foi ela que me reconheceu, porque eu nunca imaginaria que aquela senhora, de cabelos ruivos, olhos puxados e maçãs tão salientes nas bochechas, fosse a mesma professora  de cabelos pretos curtinhos e rostinho miúdo que tentava me fazer a todo custo gostar das aulas de matemática. Tarefa árdua e impossível, diga-se de passagem. Por mais que ela fosse simpática e tivesse boa didática, números sempre foram coisa de outro planeta pra mim.

Bom, voltando ao encontro. Fiquei meio sem jeito quando ela me chamou pelo nome e me deu um abraço apertado. Eu realmente não a reconheci, provavelmente porque ela fez tanta plástica e intervenções no rosto e no corpo que praticamente se transformou em outra pessoa. Estava feia e esquisita – coisa que ela nunca foi. Conversamos por alguns minutos e nos despedimos, prometendo um reencontro para um café. O visual dela não saiu mais da minha cabeça. Só conseguia pensar que ela deve ter gasto uma fortuna, tentando permanecer jovem e bonita, e o resultado não poderia ser pior. Soube depois, por uma amiga em comum, que a primeira plástica que ela fez deu errado, e que desde então ela vem tentando minimizar o problema. Pelo jeito, sem sucesso.

Todo cuidado é pouco na hora de escolher o cirurgião plástico Divulgação/

Cirurgias plásticas, sem não forem feitas por profissionais qualificados, têm muita chance de dar errado. Parece que foi isso que aconteceu com a minha ex-professora. Uma das formas de prevenir problemas na cirurgia, informa Rafael Frota, cirurgião plástico do Hospital Albert Einstein, é consultar a situação do médico, acessando o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e buscando pelo CRM do profissional. O Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Hoje são mais de 1,5 milhão de procedimentos por ano. Mas a SBCP faz um alerta: 12 mil médicos que realizam operações estéticas não têm formação específica para essa atividade.

Desde 2013, o Brasil supera os Estados Unidos em número de cirurgias, e no inverno a procura pelos procedimentos cresce 60%.  A SBCP alerta que esses não especialistas, que têm apenas cursos de estética, executam procedimentos como lipoaspiração e colocação de prótese de silicone em entidades não reconhecidas pela Associação Médica Brasileira. É preciso, então, muito cuidado na hora de escolher nas mãos de quem vai depositar a sua saúde e, quem sabe, até a sua vida.

fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/colunistas/noticia/2016/07/todo-cuidado-e-pouco-na-hora-de-escolher-o-cirurgiao-plastico-6812057.html