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Outubro Rosa e a Reconstrução Mamária: O Papel Essencial da Cirurgia Plástica

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A campanha Outubro Rosa ilumina o combate ao câncer de mama

Por SBCP

A campanha Outubro Rosa ilumina o combate ao câncer de mama, uma jornada que, para muitas mulheres, inclui a difícil decisão da mastectomia — a cirurgia para remover a mama. Para o Dr. Pablo Rassi Florêncio, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o momento da reconstrução carrega um significado poderoso: “A esperança que você oferece é o melhor remédio que um paciente pode receber.” Essa frase resume o papel fundamental da cirurgia plástica nesse processo: é a possibilidade de resgatar a autoestima e a integridade corporal, ajudando a mulher a se reconectar com seu corpo e sua identidade.

Prevenção e esperança: o que apontam os números
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Atualmente, ele responde por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde.

A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%. O Ministério da Saúde reforça que a adoção de hábitos saudáveis é crucial para a redução do risco, incluindo a prática de atividade física, o controle do peso e a alimentação saudável.

Reconstrução: o momento de ressignificar
A reconstrução da mama é um procedimento que busca restaurar a forma, o volume e a simetria do seio, utilizando técnicas avançadas. A cirurgia pode ser realizada de forma imediata — no mesmo momento da retirada do tumor — ou tardia, em um segundo momento. As opções variam e incluem o uso de implantes de silicone ou a utilização de tecidos da própria paciente.

Muito além de um procedimento técnico, a cirurgia plástica é o momento de ressignificar essa jornada. A reconstrução mamária está associada a uma melhora significativa da qualidade de vida e do bem-estar psicológico, diminuindo a sensação de perda e permitindo que a mulher volte a se reconhecer diante do espelho com orgulho e confiança. A autoestima se reconstrói junto com o corpo.

Acolhimento e segurança: a indicação da SBCP
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reforça a importância de que a paciente seja acompanhada por um cirurgião plástico qualificado desde o início do tratamento. O cirurgião é parte de uma equipe multidisciplinar, trabalhando em sintonia com oncologistas, radioterapeutas e outros profissionais para oferecer o melhor plano. A conversa aberta e sincera sobre as possibilidades de reconstrução é o primeiro e mais importante passo.
Em um momento tão delicado, a SBCP se solidariza com as mulheres em tratamento e ressalta que a cirurgia plástica é uma especialidade que trabalha para devolver não apenas a saúde, mas a plenitude e a confiança.

# Sua Segurança Começa Aqui
Para encontrar um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e garantir sua segurança, acesse: cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao

Fontes:

gazetaculturismo.com.br/amor-pela-vida-outubro-rosa-e-a-forca-da-reconstrucao-de-mama/19551/
gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama

Brasil lidera cirurgias plásticas no mundo e reforça papel da SBCP

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O Brasil se destaca como uma potência mundial em cirurgia plástica, um reconhecimento que vai além dos números impressionantes.

Segundo um levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) de 2024, o país realizou cerca de 2,35 milhões de cirurgias plásticas, se posicionando entre os líderes globais. Quando somamos os procedimentos minimamente invasivos, como toxina botulínica e preenchimentos, esse total ultrapassa a marca de 3,1 milhões de intervenções no mesmo período. Acesse o Relatório Global completo da ISAPS aqui.

Essa liderança não se baseia apenas na quantidade, mas na excelência técnica e na seriedade da especialidade no país. A cirurgia plástica tem um impacto direto e profundo na vida dos pacientes, indo muito além da estética. Trata-se de uma especialidade que devolve a autoestima, a saúde e a reintegração social, seja em procedimentos que restabelecem a harmonia estética ou em reconstruções complexas decorrentes de traumas, queimaduras e doenças.

Nesse cenário, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) desempenha um papel central e fundamental. A entidade, que reúne mais de 7 mil cirurgiões plásticos membros, mantém critérios rigorosos de formação, exigindo residência médica e exames de título. Além de conduzir estudos sobre a distribuição da especialidade no país, a SBCP participa ativamente da formulação de políticas públicas e diretrizes de segurança, garantindo que a prática brasileira esteja sempre alinhada com as melhores evidências globais.

Para o paciente, a busca por um cirurgião membro da SBCP é um passo decisivo em direção à segurança e à qualidade. Essa certificação assegura que o profissional segue os mais altos padrões éticos e técnicos, reconhecidos tanto no Brasil quanto internacionalmente. É a garantia de que o procedimento será realizado com a seriedade e o cuidado que a saúde e o bem-estar do paciente merecem.

Prótese de Silicone e Amamentação: um guia para a sua tranquilidade

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Muitas mulheres sonham com a maternidade e, ao mesmo tempo, consideram ou já realizaram o sonho de colocar próteses de silicone.

A dúvida que surge é frequente e pertinente: a prótese de silicone interfere na amamentação?

A resposta, para a tranquilidade de muitas, é: na grande maioria dos casos a mulher com prótese de silicone pode amamentar normalmente.

A amamentação não é impedida pelo implante, pois a prótese é colocada atrás da glândula mamária ou do músculo peitoral. Dessa forma, ela não tem contato com o tecido glandular responsável pela produção de leite e nem com os ductos, que são os canais responsáveis por transportar o leite materno até o mamilo. O material das próteses modernas também é seguro e não libera substâncias que possam contaminar o alimento mais importante na vida de um recém-nascido.

A importância da técnica cirúrgica

Embora a prótese em si não seja um impeditivo, a forma como a cirurgia é realizada é crucial. A técnica cirúrgica e o tipo de incisão (corte) podem, em alguns casos, influenciar o aleitamento.

  • Incisões na aréola: A incisão feita ao redor da aréola, por ser mais próxima dos ductos mamários, pode apresentar um risco, ainda que baixo, de lesionar alguns canais por onde o leite passa. Por essa razão, muitos cirurgiões plásticos optam por outras vias em pacientes que planejam engravidar no futuro.
  • Incisões na dobra da mama (inframamária) ou na axila: Essas incisões são as mais utilizadas e as que menos interferem na amamentação, pois a prótese é inserida sem manipular a glândula mamária ou os ductos.

É fundamental que a paciente converse com seu cirurgião plástico sobre o desejo de amamentar no futuro. Essa conversa permitirá ao especialista escolher a melhor técnica e o melhor plano cirúrgico para preservar a capacidade de amamentação.

Recomendações e cuidados

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reforça que a amamentação, mesmo com a prótese, deve ser uma experiência confortável e prazerosa. Se a mulher sentir dificuldade, é importante procurar o cirurgião plástico, um obstetra ou uma consultora de amamentação para avaliar a pega do bebê, a posição e outros fatores que podem influenciar o processo.

A escolha de um cirurgião plástico qualificado e a comunicação aberta sobre suas expectativas de vida são essenciais para que a beleza, a saúde e o bem-estar caminhem juntos. 

Cirurgias íntimas femininas

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A busca por bem-estar e autoconfiança é um direito de todas as mulheres, e para muitas, isso inclui a atenção à saúde e ao conforto na região íntima.

As cirurgias íntimas femininas têm ganhado destaque, mas é essencial que a paciente tenha acesso a informações claras e seguras para tomar a melhor decisão. Essas intervenções são indicadas para tratar questões físicas e emocionais, como desconforto na prática de esportes ou relações sexuais, além da insatisfação com a aparência da região, impactando diretamente a qualidade de vida.

De acordo com dados de entidades como a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), os procedimentos mais procurados são:

  • Ninfoplastia (ou labioplastia): corrige o tamanho e o formato dos pequenos lábios vaginais, quando estes são excessivamente grandes, causando desconforto físico, irritação ou baixa autoestima.
  • Lipoaspiração do monte de Vênus: remove o acúmulo de gordura na região superior da vulva, que pode ser motivo de insegurança ao usar roupas mais justas, como biquínis e roupas de ginástica.
  • Labioplastia dos grandes lábios: trata a flacidez ou a perda de volume dos grandes lábios, que pode ocorrer devido ao envelhecimento, perda de peso ou após a gravidez. O procedimento pode envolver a retirada de pele ou o preenchimento com gordura da própria paciente.

Acolhimento e a importância de uma escolha segura

A decisão de realizar qualquer cirurgia deve ser um processo cuidadoso, que valoriza a escuta e a compreensão. O cirurgião plástico tem um papel fundamental, indo além da técnica. Ele deve acolher a paciente, entender suas motivações e, acima de tudo, garantir que suas expectativas sejam realistas.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reforça que a indicação para essas intervenções é sempre individual. O profissional qualificado fará uma avaliação completa, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também a saúde emocional da mulher. As orientações da SBCP são fundamentadas em rigorosos protocolos e estudos científicos, garantindo uma prática segura e ética. É crucial que a paciente se sinta à vontade para conversar abertamente sobre suas inseguranças e desejos.

A SBCP preza por uma prática médica que une segurança, ética e respeito à individualidade. Optar por um profissional certificado pela Sociedade é o primeiro e mais importante passo para que a cirurgia íntima seja uma experiência positiva, promovendo bem-estar e autoconfiança de forma segura e responsável.

Turismo estético: quando o sonho vira risco

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O fenômeno conhecido como “turismo estético” tem aumentado de forma significativa, não apenas no Brasil, gerando preocupação.

O crescimento dessa atividade tem sido observado constantemente na América Latina, em países como México e Colômbia com pacotes atrativos aos estrangeiros. Em 2023, cerca de 35% dos procedimentos estéticos no México foram realizados em pacientes internacionais, vindos de países como EUA, Canadá e Espanha. No Brasil, o mercado recebe pacientes estrangeiros, mas enfrenta expansão de clínicas não certificadas, muitas vezes impulsionadas pelas redes sociais.

Quais são os riscos?

Complicações graves como infecções, seromas (acúmulo de líquido entre camadas de tecido), trombose venosa e até embolia pulmonar podem surgir após procedimentos feitos em clínicas com infraestrutura inadequada.

Além disso, vários pacientes que viajam ao exterior precisaram de internação e tratamento de emergência ao voltar ao Brasil — com custo elevado e procedimentos muitas vezes desnecessários ou mal conduzidos.

Como evitar riscos: a SBCP orienta

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) alerta que, ao buscar cirurgia plástica — seja no Brasil ou no exterior — o paciente deve priorizar:

  • Cirurgiões associados à SBCP ou à sociedade equivalente no país de destino 
  • Clínicas com infraestrutura regulamentada e certificada 
  • Avaliações pré e pós-operatórias adequadas, especialmente no retorno ao país de origem

A SBCP alerta que o turismo estético pode atrair pelo menor custo, mas carrega riscos reais à segurança e à saúde. Procedimentos realizados sem acompanhamento médico especializado e estrutura adequada podem resultar em complicações graves.

Cirurgia plástica no inverno: procura cresce e clima favorece a recuperação

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A procura por cirurgias plásticas aumenta consideravelmente durante o inverno.

O clima mais ameno, a menor exposição ao sol e o uso facilitado de cintas e malhas compressivas tornam essa estação especialmente propícia para o pós-operatório.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a demanda por procedimentos pode subir até 50% em comparação com outras épocas do ano. No Hospital do Coração (HCor), esse crescimento também foi observado entre os meses de abril e agosto. Para o cirurgião Dr. Eduardo Lintz, membro da SBCP, presidente da Associação dos Ex-Alunos do Prof. Ivo Pitanguy (AExPi) e chefe do serviço de cirurgia plástica do HCor, “os dias frios ajudam a diminuir o inchaço, facilitam o uso das roupas e cintas modeladoras no período de recuperação, além de contribuir para um bom processo de cicatrização”.

Entre os procedimentos mais procurados estão:

  • Lipoaspiração e contorno corporal 
  • Mamoplastia de aumento e redução 
  • Rhinoplasty 
  • Abdominoplasty, especialmente em hospitais de referência como o HCor

O inverno, portanto, oferece vantagens reais na recuperação, mas a SBCP reforça: cada cirurgia deve ser planejada com segurança e acompanhamento profissional qualificado.

Para localizar um cirurgião plástico associado à SBCP, acesse:

BUSCAR CIRURGIÃO

A paixão pela vida e pela cirurgia plástica: A trajetória de um ícone da SBCP

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Aos 94 anos, o cirurgião plástico José Badim segue em plena atividade.

Por Veja e SBCP

Sua trajetória de mais de seis décadas na medicina não é apenas um exemplo de longevidade, mas um verdadeiro testemunho da paixão pela profissão. Em entrevista recente à Veja, o Dr. Badim resumiu sua filosofia de vida e trabalho em uma frase marcante: “Eu não tenho medo da morte, eu tenho pena.” Uma declaração que reflete sua profunda satisfação com uma vida dedicada a transformar e salvar outras vidas.

Seu retorno ao Brasil, após anos de formação rigorosa nos Estados Unidos, marcou o início de uma carreira pautada pela coragem. Pioneiro por essência, foi ele quem realizou o primeiro reimplante de mão do país em 1968, seguido de um reimplante de couro cabeludo. Sua atuação não se restringia ao que era comum, mas ao que era difícil e inovador, demonstrando a importância da busca contínua por conhecimento e o domínio técnico necessário para a alta cirurgia.

A verdadeira essência da cirurgia plástica é evidente em seu trabalho. O Dr. Badim dedicou-se à recuperação de pacientes com deformações severas, como as vítimas da explosão na Refinaria de Duque de Caxias em 1972. Ele se orgulha de ter enfrentado esses desafios, corrigindo malformações congênitas e tratando cicatrizes extensas para devolver a dignidade e a autoestima a seus pacientes. “A cirurgia plástica brasileira é a melhor do mundo”, afirma, reconhecendo que a excelência está na responsabilidade e no cuidado de cada profissional.

Recentemente, ele teve a alegria de operar ao lado de seu filho e de seu neto, que também seguiram a medicina. Essa experiência, para ele, representa a continuidade de uma profissão que exige compromisso e uma consciência plena. A história do Dr. Badim é o retrato vivo da cirurgia plástica, em sua forma mais nobre, uma arte guiada pela paixão e pelo compromisso com o bem-estar integral do paciente.

Leia o depoimento completo em: veja.abril.com.br/saude/tenho-pena-da-morte-diz-cirurgiao-plastico-jose-badim-na-ativa-aos-94-anos/ 

O Papel do Cirurgião Plástico na era dos filtros e da “Snapchat Dysmorphia”

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A busca pela beleza não é um fenômeno novo, mas as redes sociais trouxeram uma nova e complexa camada para essa discussão.

O bombardeio de filtros, selfies perfeitas e a constante exposição a imagens alteradas digitalmente têm criado uma pressão sem precedentes para que as pessoas alcancem um ideal de beleza, muitas vezes, inatingível. É nesse contexto que surge a preocupação com o fenômeno da “Snapchat dysmorphia”.

O termo, criado por um estudo da JAMA Facial Plastic Surgery, descreve a tendência de pacientes jovens que buscam a cirurgia plástica não para corrigir traços reais, mas para se parecerem com suas versões filtradas nas redes sociais. Narizes mais finos, olhos maiores e pele impecável se tornam o novo “normal” em um mundo digital, gerando uma insatisfação crescente com a própria imagem. Você pode conferir a pesquisa aqui.

A diferença entre desejo e dismorfia

A insatisfação com a própria aparência é um sentimento comum, mas quando ela se torna intensa e persistente, pode indicar um problema mais profundo. O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é uma condição de saúde mental em que o indivíduo desenvolve uma preocupação exagerada com uma suposta imperfeição na aparência. Para quem sofre de TDC, a busca por procedimentos estéticos pode se tornar um ciclo vicioso, sem nunca alcançar a satisfação, pois o problema não está na aparência, mas na percepção que se tem dela.

A busca por uma cirurgia plástica deve ser motivada por um desejo de melhoria e bem-estar, com expectativas realistas, não pela necessidade de se enquadrar em um padrão digital.

O papel do cirurgião plástico

O cirurgião plástico tem um papel fundamental nesse cenário. Além da avaliação técnica, é sua responsabilidade fazer uma triagem psicológica do paciente, identificando sinais de expectativas irreais ou, em casos mais graves, de Transtorno Dismórfico Corporal.

O profissional deve ter a sensibilidade de ouvir as motivações do paciente, entender o que o leva a buscar a cirurgia e, se necessário, recusar o procedimento. Em casos de suspeita de dismorfia, a conduta ética e segura é encaminhar o paciente a um profissional de saúde mental. 

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reforça a importância da comunicação transparente e de uma relação de confiança entre médico e paciente. A beleza verdadeira está na individualidade e na saúde integral, e o papel da cirurgia plástica é aprimorar o que já existe, sempre com responsabilidade e respeito.

Lei amplia acesso à reconstrução mamária: saúde, autoestima e acolhimento para todas

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A saúde da mulher brasileira conquistou um marco histórico.

Por SBCP

Sancionada e publicada no Diário Oficial da União em 18 de julho de 2025, a Lei nº 15.171/2025 amplia o direito à cirurgia plástica reparadora da mama para todos os casos de mutilação total ou parcial, independentemente da causa — seja câncer, trauma, infecção ou violência.

Da proposta à sanção: atuação da SBCP e entidades médicas

A lei tem origem no Projeto de Lei nº 2291/2023, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), inspirado em iniciativa da cirurgiã plástica Dra. Ângela Fausto, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A tramitação contou com mobilização intensa da Comissão Parlamentar da SBCP, representada pelos médicos Dr. José Carlos Miranda e Dr. Ognev Meireles, que estiveram em Brasília articulando o apoio de parlamentares da Frente Parlamentar da Saúde e dialogando com outras especialidades médicas.

A proposta também recebeu o respaldo de entidades nacionais como a Associação Médica Brasileira (AMB), o Instituto Brasileiro de Defesa Médica (IBDM) e sociedades de especialidades que compõem o corpo clínico multidisciplinar do tratamento do câncer e da saúde da mulher. Essa integração foi fundamental para que o texto avançasse no Congresso com consenso entre diferentes setores da medicina e da saúde pública.

“Os benefícios da reconstrução mamária para as mulheres são indiscutíveis, seja na reabilitação física, social ou emocional. Com essa nova lei, ampliamos o acesso, damos mais segurança jurídica aos cirurgiões e oferecemos mais dignidade e acolhimento às pacientes”, destacou a Dra. Ângela Fausto.

O que muda com a nova lei

A legislação atualiza normas anteriores (Leis nº 9.797/1999 e nº 9.656/1998) e estabelece:

  • Direito à reconstrução mamária em qualquer situação de mutilação, não apenas decorrente de câncer; 
  • Cobertura obrigatória pelo SUS e planos de saúde privados, incluindo todos os recursos e técnicas adequadas; 
  • Possibilidade de reconstrução imediata ou simultânea à cirurgia mutiladora, salvo contraindicação médica; 
  • Acompanhamento psicológico e multidisciplinar desde o diagnóstico; 
  • Respeito à autonomia da paciente na decisão sobre realizar ou não o procedimento. 

A medida entra em vigor em 120 dias a partir da publicação, com expectativa de reduzir desigualdades no acesso e assegurar tratamento humanizado para milhares de brasileiras.

Protagonismo e união pela saúde da mulher

A aprovação da Lei nº 15.171/2025 é resultado de articulação conjunta entre a SBCP, AMB, IBDM e demais sociedades médicas, que atuaram em defesa da saúde integral da mulher e da valorização da cirurgia plástica como especialidade essencial.

A SBCP reafirma seu compromisso com a promoção da saúde, a qualificação dos profissionais e a defesa de políticas públicas que ampliem direitos e garantam segurança às pacientes.

Membrana amniótica passa a ser usada no SUS e amplia recursos da cirurgia plástica

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O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer, nos próximos meses, uma nova terapia para o tratamento de queimaduras graves: o transplante de membrana amniótica — tecido que envolve o feto durante a gestação e que normalmente é descartado após o parto.

Por SBCP

A técnica, aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em maio de 2025, será utilizada como um curativo biológico, capaz de acelerar a cicatrização, reduzir infecções e minimizar a formação de cicatrizes hipertróficas e queloides.

Segundo o Ministério da Saúde, a membrana atua como “uma barreira natural contra bactérias, além de diminuir a formação de cicatrizes hipertróficas e queloides”. O material será processado por bancos de tecidos e distribuído a hospitais públicos com capacidade técnica para aplicação do método.

Para a cirurgiã plástica Thais Monte, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a novidade representa um reforço importante nas fases iniciais e intermediárias do tratamento.

“A cirurgia plástica é fundamental no tratamento de queimaduras, desde a fase inicial até a reabilitação. Na fase aguda, ela promove o fechamento adequado de feridas e a prevenção de complicações como infecções”, explica.

“Utilizamos diferentes técnicas para minimizar sequelas, melhorar a elasticidade da pele, aliviar dores e devolver mobilidade e autoestima para esses doentes”, completa.

Nova tecnologia em um cenário crítico

A incorporação da membrana amniótica ocorre em um momento delicado. Somente entre 2022 e 2023, o SUS registrou cerca de 14 mil internações de crianças e adolescentes por queimaduras — com média de 20 hospitalizações por dia na faixa etária entre 0 e 19 anos. Desse total, mais de 6,4 mil casos envolveram crianças de 1 a 4 anos, grupo mais vulnerável a acidentes domésticos, principalmente em períodos de férias escolares.

“As queimaduras não afetam apenas o corpo, mas também o estado emocional do paciente”, ressalta.

“Esse aspecto influencia diretamente a autoimagem e pode dificultar a adesão ao tratamento, tornando o acompanhamento psicológico essencial.”, finaliza. 

Triagem rigorosa e uso controlado

A Conitec reforça que a aplicação da membrana seguirá protocolos rígidos: exige autorização da doadora, testes sorológicos e processamento adequado em bancos de tecidos. A proposta é utilizar um material biológico de alto valor terapêutico que, até então, era descartado, contribuindo para o avanço de uma medicina mais eficiente e acessível.

A introdução da membrana amniótica no SUS marca um avanço significativo na abordagem das queimaduras, especialmente em pacientes com lesões profundas. Com impacto direto na cicatrização, no alívio da dor e na prevenção de sequelas, a nova técnica reforça a importância do cuidado multidisciplinar e da atuação de cirurgiões plásticos especializados. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica destaca que a inovação deve ser acompanhada por protocolos seguros e profissionais qualificados, garantindo tratamentos mais eficazes.