Skip to main content
All Posts By

admin

Escolhendo o Profissional Certo: Orientações da SBCP para sua Cirurgia Plástica

By Notícias

Escolher um cirurgião plástico qualificado é um passo fundamental para garantir a segurança e a eficácia de qualquer procedimento estético ou reconstrutivo.

Por SBCP

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) oferece orientações valiosas para auxiliar pacientes nessa decisão crucial.

O primeiro aspecto a considerar é a formação e a certificação do profissional. Um cirurgião plástico membro da SBCP passou por um rigoroso processo de treinamento, que inclui seis anos de graduação em Medicina, seguidos por três anos de residência em cirurgia geral e mais três anos em cirurgia plástica, totalizando no mínimo 12 anos de formação. Além disso, para obter o título de especialista, o médico deve ser aprovado em exames escritos e orais aplicados pela SBCP. 

Verificar se o profissional possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e se é membro da SBCP é essencial. A SBCP disponibiliza uma ferramenta de busca em seu site oficial, permitindo que pacientes encontrem cirurgiões plásticos certificados em todo o Brasil, em cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao.

Além das credenciais, é importante avaliar a experiência e a reputação do cirurgião. Durante a consulta, o profissional deve esclarecer todas as dúvidas, explicar os detalhes do procedimento, os riscos envolvidos e os cuidados necessários no pré e pós-operatório. A transparência e a comunicação clara são indicativos de um bom profissional .

Outro fator crucial é o local onde será realizado o procedimento. Certifique-se de que a clínica ou hospital possui infraestrutura adequada, é devidamente licenciado e segue as normas da Vigilância Sanitária. Procedimentos realizados em locais inadequados aumentam significativamente os riscos de complicações .

Por fim, desconfie de promessas de resultados milagrosos ou de profissionais que utilizam linguagem excessivamente subjetiva para descrever os benefícios da cirurgia. Um cirurgião plástico ético e qualificado fornecerá informações realistas e baseadas em evidências sobre o que pode ser alcançado com o procedimento. 

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Sempre converse com um profissional de saúde qualificado antes de tomar decisões relacionadas à sua saúde. 

A trajetória da toxina botulínica: da medicina à estética moderna

By Notícias

A toxina botulínica é uma substância amplamente utilizada na medicina, mas sua história começa longe da estética.

Por SBCP

 Inicialmente, seu uso era voltado para finalidades terapêuticas, como o tratamento de distúrbios neuromusculares — incluindo o estrabismo, blefaroespasmo e a distonia cervical. Com o tempo, seus efeitos relaxantes sobre a musculatura chamaram a atenção para uma nova aplicação: a atenuação de linhas de expressão e rugas faciais.

O uso da toxina botulínica com fins estéticos começou a se popularizar na década de 1990, com a liberação da substância para esse fim nos Estados Unidos. No entanto, o Brasil teve papel pioneiro nesse processo. Segundo o Dr. Paulo Keiki Matsudo, membro titular da SBCP desde 1978 e membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética:

“Nós publicamos o primeiro trabalho científico sobre o uso da toxina botulínica para rejuvenescimento facial. Esse trabalho foi apresentado nos Estados Unidos em 1995 e publicado em 1996 na revista “Aesthetic Plastic Surgery”. Até então, não existia nenhum artigo científico documentando o uso da substância na motricidade facial com esse fim.”

O especialista destaca que o pioneirismo brasileiro ajudou a definir as condutas relacionadas ao botox no rejuvenescimento facial, tanto no aspecto preventivo quanto no uso associado a cirurgias ou de forma isolada.

Além da área estética, a toxina botulínica continua sendo empregada em diversas condições médicas, como bruxismo, hiperidrose (suor excessivo) e enxaqueca crônica — o que comprova que seus benefícios vão muito além da aparência.

Atualmente, a faixa etária dos 20 aos 30 anos representa uma parcela crescente entre os pacientes que buscam a aplicação da toxina com objetivo preventivo, principalmente para a suavização precoce das marcas de expressão. De acordo com dados da American Society of Plastic Surgeons, houve um aumento de 28% nesse tipo de procedimento entre jovens adultos desde 2010.

Para o Dr. Matsudo, essa procura precoce deve ser avaliada com critério:

“É aquele assunto do copo meio cheio e meio vazio. Existem, sim, indicações totalmente absurdas feitas sem necessidade. Mas, quando há marcas de expressão ou assimetrias, a toxina botulínica pode ser utilizada com ótimos resultados — independente da idade. O que não pode acontecer é a banalização do procedimento.”

Outro ponto fundamental é a segurança da aplicação. O cirurgião plástico destaca que a formação médica é essencial para garantir resultados naturais e evitar exageros:

“O cirurgião plástico tem, na sua formação, seis anos de medicina, três anos de cirurgia geral e três de cirurgia plástica. Ele é o mais habilitado para conhecer os movimentos da face e o equilíbrio entre os pares musculares. Isso evita transformações artificiais e garante que os rostos não fiquem como ‘pinguins de geladeira’, sem expressão.”

Além da qualificação profissional, outros cuidados são indispensáveis, como a escolha do produto, seu armazenamento e as condições do local onde será realizado o procedimento.

“O paciente deve procurar um profissional habilitado, com formação reconhecida pela Associação Médica Brasileira. Também deve se informar sobre o ambiente da aplicação e se o produto foi armazenado corretamente. Todos esses fatores influenciam na segurança e na qualidade do resultado”, alerta o Dr. Matsudo.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reforça que qualquer procedimento estético, mesmo os minimamente invasivos como a aplicação da toxina botulínica, deve ser realizado por médicos capacitados. Uma avaliação criteriosa é fundamental para garantir a indicação correta, a segurança do paciente e a preservação da naturalidade dos resultados.

A decisão de realizar um procedimento estético deve ser sempre acompanhada de informação, profissionalismo e responsabilidade. Quando bem indicada e realizada por especialistas, a toxina botulínica pode trazer benefícios estéticos e funcionais importantes — inclusive para os mais jovens.

Dentistas podem realizar cirurgias plásticas faciais? Entenda os riscos e as diferenças de formação​

By Destaque

Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) anunciou a intenção de autorizar dentistas a realizar cirurgias estéticas faciais

Por SBCP

Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) anunciou a intenção de autorizar dentistas a realizar cirurgias estéticas faciais, como rinoplastia, lifting facial e blefaroplastia. Essa proposta gerou preocupação entre entidades médicas, que alertam para os riscos à saúde dos pacientes.​

A formação de um cirurgião plástico envolve cerca de 12 anos de estudo, incluindo graduação em medicina, residência em cirurgia geral e residência em cirurgia plástica. Essa trajetória proporciona uma compreensão abrangente do corpo humano e prepara o profissional para lidar com possíveis complicações durante procedimentos cirúrgicos.​

Em contrapartida, a formação odontológica é focada na saúde bucal e não abrange o mesmo nível de treinamento em procedimentos cirúrgicos complexos. A realização de cirurgias plásticas faciais exige conhecimentos aprofundados de anatomia, técnicas cirúrgicas avançadas e manejo de possíveis complicações — competências que fazem parte da formação médica e da especialização em cirurgia plástica.

O Dr. Volney Pitombo, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), expressou sua preocupação:​

“Sem qualquer demérito à formação dos dentistas, considerar que eles poderão ser habilitados a realizar cirurgias plásticas sem a formação em Medicina é uma decisão de altíssimo risco para os pacientes.”​

A SBCP reforça que a segurança do paciente deve ser a prioridade máxima e que procedimentos cirúrgicos devem ser realizados por profissionais devidamente qualificados. A entidade está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para garantir que a prática da cirurgia plástica continue sendo conduzida por médicos especializados, assegurando a saúde e o bem-estar da população.​

Para verificar se um profissional é membro da SBCP, acesse:

Encontre um Cirurgião SBCP

Cirurgias Reconstrutoras: Pilar na Reabilitação de Vítimas de Acidentes de Trânsito

By Notícias

A crescente violência no trânsito brasileiro tem imposto desafios significativos ao sistema de saúde, destacando a importância das cirurgias reconstrutoras na reabilitação de vítimas de acidentes.

Por SBCP

Em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou cerca de 228 mil internações decorrentes de sinistros de trânsito, o maior número em uma década, com uma média de uma internação a cada dois minutos.

Os motociclistas representam a maioria dessas internações, respondendo por 60% dos casos. Esses pacientes frequentemente apresentam traumas graves, como fraturas expostas e lesões complexas, que demandam intervenções cirúrgicas especializadas para restaurar funções corporais e melhorar a qualidade de vida.

As cirurgias reconstrutoras desempenham um papel crucial nesse contexto. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), cerca de 40% das cirurgias plásticas realizadas no país têm caráter reparador, visando não apenas a recuperação funcional, mas também a reintegração social e psicológica dos pacientes.

A eficácia dessas intervenções está diretamente relacionada ao tempo de atendimento. Estudos publicados na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica indicam que pacientes internados no hospital no mesmo dia do acidente têm seis vezes mais chance de apresentar viabilidade do enxerto acima de 80%, resultando em desfechos mais favoráveis.

Diante desse cenário, é imperativo que políticas públicas priorizem não apenas a prevenção de acidentes, mas também o fortalecimento da infraestrutura hospitalar e o acesso rápido a cirurgias reconstrutoras. A atuação integrada de profissionais de saúde, incluindo cirurgiões plásticos, é essencial para minimizar os impactos físicos e emocionais decorrentes dos acidentes de trânsito.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reforça seu compromisso com a reabilitação de vítimas de traumas, destacando a importância de um sistema de saúde preparado para oferecer suporte integral a esses pacientes.

Recomendações Essenciais para uma Recuperação Saudável após Cirurgia Plástica

By Notícias

A recuperação após uma cirurgia plástica é tão importante quanto o próprio procedimento para garantir resultados satisfatórios e seguros. Seguir rigorosamente as orientações médicas é fundamental para evitar complicações e promover uma cicatrização adequada.

Por SBCP

Repouso e Atividades Físicas
Repouso e Atividades Físicas O repouso é crucial nos primeiros dias após a cirurgia. Durante este período, é fundamental evitar esforços físicos intensos, como levantar peso ou praticar exercícios. A retomada de atividades leves deve ser gradual e sempre com orientação médica, considerando o tipo de cirurgia realizada. Movimentar-se com cautela, quando permitido, auxilia na circulação sanguínea e na prevenção de complicações como a trombose.

Alimentação e Hidratação
Manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes auxilia na recuperação. Inclua alimentos naturais, como frutas, legumes e proteínas magras, e evite processados, gordurosos e açucarados. A hidratação adequada também é essencial para o processo de cicatrização. 

Uso de Cintas e Curativos
O uso de cintas compressivas, sutiãs cirúrgicos ou faixas pode ser recomendado para dar suporte à área operada, reduzir inchaços e auxiliar na cicatrização. Siga as instruções do seu cirurgião quanto ao tempo e forma de uso desses itens. 

Cuidados com a Exposição Solar
É crucial evitar a exposição direta ao sol nas áreas operadas durante o período recomendado pelo seu médico. A radiação solar pode causar hiperpigmentação nas cicatrizes e comprometer o resultado estético.

Drenagem Linfática e Fisioterapia
A drenagem linfática manual pode ser indicada para reduzir edemas, melhorar a circulação e acelerar a recuperação. Consulte seu médico sobre a necessidade e o momento adequado para iniciar esse tratamento. 

Acompanhamento Médico
Compareça a todas as consultas de acompanhamento agendadas pelo seu cirurgião. Essas visitas são importantes para monitorar a evolução da recuperação e identificar precocemente qualquer intercorrência.

Evite Substâncias Nocivas
Abstenha-se de fumar e consumir bebidas alcoólicas durante o período de recuperação, pois essas substâncias podem interferir negativamente na cicatrização e aumentar o risco de complicações. 

Seguir essas recomendações contribui significativamente para uma recuperação tranquila e eficaz. Lembre-se de que cada organismo reage de maneira diferente, portanto, mantenha uma comunicação aberta com seu cirurgião e esclareça todas as dúvidas ao longo do processo.

Inteligência Artificial na Cirurgia Plástica: Transformando a Prática Médica com Ética e Inovação

By Notícias

A integração da Inteligência Artificial (IA) na medicina tem promovido uma verdadeira revolução, impactando profundamente diversas especialidades, incluindo a cirurgia plástica. A Dra. Isabel de Figueiredo, mestre em cirurgia pela UNIRIO e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), compartilha sua visão sobre como a IA está moldando o futuro da especialidade, enfatizando a importância de um equilíbrio entre tecnologia e o toque humano.

Por SBCP

“Estamos saindo de um modelo exclusivamente reativo para um modelo preditivo, personalizado e mais eficiente”, destaca a Dra. Isabel. Ela explica que a IA permite a análise rápida de grandes volumes de dados clínicos, imagens, exames e históricos médicos em questão de segundos. Essa capacidade resulta em diagnósticos mais precisos e condutas mais assertivas, além de otimizar tarefas burocráticas e repetitivas. “As ferramentas de IA existentes, e as que estão sendo criadas todos os dias, proporcionam soluções para problemas que nos tomavam muito tempo da nossa prática diária. Tarefas burocráticas e repetitivas estão sendo otimizadas e já não são um peso a mais na nossa rotina”, complementa.

Na cirurgia plástica, a IA já é aplicada em diversas etapas, trazendo avanços significativos:
Pré-operatório: A IA auxilia na análise de exames e risco cirúrgico, permitindo um planejamento personalizado. Dispositivos e algoritmos podem, por exemplo, projetar o possível resultado de uma cirurgia de mamas ou analisar padrões de envelhecimento, ajudando na indicação mais adequada de tratamentos estéticos e até na simulação estética do resultado final.

Intraoperatório: O uso de realidade aumentada e visão computacional guia o cirurgião com maior precisão durante o procedimento, um recurso já consolidado em outras áreas como a neurocirurgia.

Pós-operatório: A tecnologia contribui com o monitoramento por sensores inteligentes e a análise da cicatrização, o que impacta diretamente a segurança do paciente. O estudo “Artificial Intelligence and Postoperative Monitoring in Plastic Surgery”, publicado na revista Plastic Surgery (Oakville), destaca o papel crescente da IA no monitoramento pós-operatório remoto. Impulsionado pela necessidade de manter pacientes fora de hospitais durante a pandemia de COVID-19, inovações como o colete Nanowear – que permite a coleta de dados fisiológicos detalhados, como atividade elétrica cardíaca, análise de ritmo de ECG e frequência respiratória – exemplificam como essas tecnologias visam melhorar a segurança e satisfação dos pacientes, além de reduzir os custos de saúde. A integração da IA no monitoramento pós-operatório representa um avanço significativo, oferecendo soluções eficazes para desafios contemporâneos e promovendo melhores resultados.

Além de sua aplicação direta nos procedimentos, a IA contribui para a otimização da gestão clínica, automatizando tarefas administrativas, agendamentos e a comunicação com pacientes. Isso permite que os profissionais se concentrem no cuidado humano, que, como ressalta a Dra. Isabel, “sempre será o primordial” e “insubstituível”. A empatia, segundo ela, continua sendo a melhor ferramenta.

A Dra. Isabel também enfatiza a importância da alfabetização em IA para os profissionais de saúde: “A alfabetização em IA é necessária para que avancemos nos nossos estudos e para que possamos fazer parte dessa nova realidade.” Ela aponta que muitos profissionais se sentem distantes ou até ameaçados pela IA, quando, na verdade, ela pode ser uma poderosa aliada.

Para aprofundar o conhecimento sobre o tema, a Dra. Isabel lançou o livro “Medicina do Amanhã – A importância estratégica da Inteligência Artificial”. O livro serve como um guia acessível e provocador, mostrando como a inteligência artificial pode ser incorporada de forma ética e prática ao dia a dia da medicina, sem perder o olhar humano. A obra conta a história da IA desde seu início e também traz discussões éticas sobre seu uso, abordando desafios como a formação dos profissionais e a necessidade de regulação ética e legal para garantir que os algoritmos sejam justos, transparentes e que respeitem a privacidade dos pacientes.

Para o futuro da cirurgia plástica, a Dra. Isabel prevê: “Acredito que caminhamos para uma cirurgia plástica mais precisa, segura e personalizada. A IA permitirá não só melhores resultados estéticos, mas também uma experiência mais integrada e fluida para os pacientes.” Ela vislumbra um futuro onde cada paciente terá um plano único, desenhado com base em dados reais, e onde o cirurgião atuará com o apoio de ferramentas digitais inteligentes, mas mantendo o contato humano como o grande diferencial da especialidade.

O que saber antes de fazer uma Cirurgia Plástica

By Notícias

Se você está considerando realizar uma cirurgia plástica, é fundamental estar bem informado para garantir sua segurança e alcançar os resultados desejados. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) oferece orientações essenciais para quem está planejando esse tipo de procedimento.

Por SBCP

O primeiro passo é escolher um cirurgião plástico qualificado. Certifique-se de que o profissional é membro da SBCP e possui o título de especialista em cirurgia plástica reconhecido pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). Essa certificação garante que o médico passou por uma formação rigorosa e está apto a realizar procedimentos com segurança. Você pode verificar essa informação no site oficial da SBCP: cirurgiaplastica.org.br.

A escolha do local onde será realizado o procedimento também é crucial. Procedimentos simples podem ser realizados em clínicas devidamente equipadas e autorizadas pela Vigilância Sanitária. No entanto, cirurgias de maior porte devem ser feitas em hospitais que ofereçam infraestrutura adequada, incluindo suporte para emergências. A escolha do local adequado é fundamental para a segurança do paciente.

É importante compreender que toda cirurgia envolve riscos. É essencial discutir com seu cirurgião as possíveis complicações, o tempo de recuperação e os cuidados necessários no pós-operatório. Ter expectativas realistas sobre os resultados é fundamental para a satisfação com o procedimento.

O tipo de anestesia varia conforme o procedimento. Anestesias locais são comuns em intervenções menores, enquanto anestesias gerais são utilizadas em cirurgias mais complexas. Converse com seu médico sobre as opções e os riscos associados a cada tipo.

Antes da cirurgia, siga todas as orientações médicas, como realizar exames pré-operatórios, informar sobre medicações em uso e evitar substâncias que possam interferir na recuperação, como o tabaco. Esses cuidados são fundamentais para minimizar riscos e promover uma recuperação tranquila.

O sucesso da cirurgia não depende apenas do procedimento em si, mas também dos cuidados no período de recuperação. Siga rigorosamente as instruções do seu cirurgião, compareça às consultas de acompanhamento e evite atividades que possam comprometer a cicatrização.

Para mais informações e para encontrar um cirurgião plástico qualificado, clique aqui.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Sempre converse com um profissional de saúde qualificado antes de tomar decisões relacionadas à sua saúde.

Cirurgias Plásticas Faciais: Segurança e qualificação profissional em debate

By Notícias

A recente proposta do Conselho Federal de Odontologia (CFO) de autorizar dentistas a realizar cirurgias plásticas faciais tem gerado ampla discussão entre profissionais da saúde e a sociedade. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) manifesta sua preocupação com os riscos que essa medida pode representar para a segurança dos pacientes.​

Por SBCP

O Conselho Federal de Medicina (CFM) reforça que, por lei, procedimentos estéticos invasivos devem ser realizados apenas por médicos, preferencialmente com especialização em dermatologia ou cirurgia plástica, para garantir a competência técnica e a segurança do paciente.​

No ND Mais, portal de notícias do Grupo ND, em Santa Catarina, o presidente da SBCP, Dr. Volney Pitombo, enfatizou o compromisso da entidade com a saúde pública:

“Nós vamos até às últimas consequências, naturalmente legais, respeitando cada um, para saber como eles vão se qualificar. Porque a nossa preocupação maior é defender a população.”​

Em entrevista ao Jornal da Band, o Dr. Marcelo Sampaio, vice-presidente da SBCP, ressaltou a complexidade anatômica da face e a necessidade de formação médica abrangente para a realização de procedimentos cirúrgicos faciais:

“São estruturas importantíssimas que passam na face — nervos, músculos, traqueia, esôfago, grandes vasos. Enfim, é preciso uma formação muito completa para que se atue nessa área.”​

No Brasil, a formação de um cirurgião plástico leva 12 anos para ser concluída e ainda é necessário obter aprovação na Prova de Título de Especialista, que garante o RQE — registro que comprova a qualificação do médico para atuar com responsabilidade, ética e respaldo científico. Para se ter uma ideia, a formação completa deste profissional inclui:

  • 6 anos de graduação em Medicina;
  • 3 anos de residência em Cirurgia Geral;
  • 3 anos de residência em Cirurgia Plástica;
  • Aprovação em exame teórico e prático regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Procedimentos como rinoplastia, lifting facial, blefaroplastia e otoplastia são invasivos e exigem não apenas habilidade técnica, mas também infraestrutura hospitalar adequada e conhecimento profundo da anatomia humana. A realização desses procedimentos por profissionais sem formação médica pode acarretar riscos significativos à saúde dos pacientes.​

A SBCP permanece vigilante e comprometida com a promoção da segurança e do bem-estar dos pacientes, defendendo que apenas profissionais devidamente qualificados e com formação médica adequada realizem procedimentos cirúrgicos estéticos.

Para verificar se um profissional é membro da SBCP, acesse: https://www.cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao/

Atendendo às Necessidades Individuais dos Pacientes

By Notícias

Em um cenário de transformações sociais e tecnológicas constantes, a medicina — e especialmente a cirurgia plástica — enfrenta um desafio essencial: reconhecer e respeitar a individualidade de cada paciente.

Por SBCP

Atender às necessidades específicas de quem busca um procedimento é, mais do que uma boa prática médica, um compromisso ético com a saúde, o bem-estar e a dignidade humana.

Cada paciente traz consigo uma história, um corpo, uma motivação e uma expectativa. A cirurgia plástica, diferentemente do que muitos imaginam, não pode (e não deve) seguir padrões rígidos de beleza ou se basear em tendências momentâneas. Ela precisa partir de um olhar clínico atento e de uma escuta sensível. Entender o que está por trás do desejo de transformação é parte indissociável de uma boa indicação cirúrgica.

O sucesso de um procedimento não se mede apenas pelo resultado técnico, mas pela capacidade de o médico compreender o que é mais importante para aquele indivíduo — seja restaurar a função, amenizar um incômodo estético, melhorar a autoestima ou reconstruir uma parte do corpo após um trauma. Isso exige tempo, empatia, formação sólida e um profundo senso de responsabilidade.

Na prática diária, esse princípio se traduz em consultas cuidadosas, em planejamentos cirúrgicos individualizados e na busca constante por equilíbrio entre expectativas e possibilidades reais. Cada detalhe — da escolha da técnica à abordagem pós-operatória — precisa ser personalizado. Não existem “fórmulas prontas” quando falamos em medicina humanizada.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) defende a prática médica centrada no paciente. Isso significa colocar a pessoa no centro do processo, respeitando sua singularidade e oferecendo tratamentos seguros, éticos e baseados em evidências. O compromisso com a individualidade não é apenas um valor — é parte essencial do que define a boa medicina.

Buscamos promover confiança, saúde e qualidade de vida. E para isso, precisamos seguir olhando para cada paciente como único.

Segurança do Paciente em Procedimentos Estéticos: Responsabilidade, Ética e Preparo Profissional

By Notícias

A busca por procedimentos estéticos, sejam eles cirúrgicos ou minimamente invasivos, tem
crescido significativamente nos últimos anos.

Por SBCP

Avanços tecnológicos, maior acesso à informação e o desejo de bem-estar e autoestima impulsionaram essa demanda. No entanto, esse crescimento exige uma responsabilidade ainda maior: garantir que esses procedimentos sejam realizados com segurança, ética e preparo técnico adequado.

Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a segurança do paciente é um compromisso inegociável. Essa premissa começa na escolha do profissional responsável. Cirurgias plásticas e procedimentos estéticos invasivos devem ser conduzidos exclusivamente por médicos habilitados, com formação específica reconhecida. Quando realizados por profissionais não qualificados, os riscos aumentam consideravelmente — de resultados insatisfatórios a complicações graves e, em casos extremos, consequências irreversíveis.

A cirurgiã plástica Dra. Maria Roberta Martins, especialista em anatomia facial, facelift e procedimentos injetáveis, alerta para os riscos da popularização indiscriminada dos procedimentos minimamente invasivos. Segundo ela, um dos principais equívocos cometidos pelos pacientes é buscar procedimentos com base em resultados divulgados em redes sociais, muitas vezes manipulados e promovidos por profissionais não médicos.

“O paciente acaba buscando profissionais que não têm o conhecimento técnico e anatômico necessário, o que compromete não apenas o resultado estético, mas principalmente a segurança do procedimento”, destaca a médica.

Outro ponto central é o ambiente onde o procedimento será realizado. Cirurgias de pequeno porte podem ser realizadas em clínicas equipadas, mas procedimentos mais complexos devem ocorrer em hospitais, que ofereçam suporte adequado para eventuais intercorrências. A SBCP orienta seus membros a seguirem rigorosos critérios baseados na complexidade da cirurgia, tipo de anestesia e tempo de internação.

A avaliação médica pré-operatória é indispensável para identificar fatores de risco individuais, alinhar expectativas e estabelecer um plano seguro para a intervenção. Para a Dra. Maria Roberta, parte desse processo envolve uma análise estética realista e uma comunicação transparente com o paciente.

“O profissional precisa avaliar caso a caso, entender as limitações dos procedimentos e explicar claramente ao paciente o que é possível alcançar. O alinhamento de expectativas é essencial, especialmente em tempos de comparações constantes nas redes sociais”, explica.

Além da técnica, a ética médica é a base para uma relação de confiança entre médico e paciente. A informação clara, o consentimento informado e a transparência sobre riscos e
benefícios são práticas obrigatórias em qualquer atendimento sério.

“A ética tem que ser a base do relacionamento médico-paciente. É nosso dever explicar todos os riscos, benefícios e possíveis complicações de forma clara e documentada. Hoje o paciente precisa estar à frente das decisões sobre sua saúde”, ressalta a especialista.

Outro pilar fundamental é a adesão a protocolos de segurança estabelecidos por entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM). Esses protocolos garantem que o
procedimento siga padrões científicos rigorosos, desde a avaliação inicial até o pós-operatório.

O acompanhamento após o procedimento é tão crucial quanto a realização da cirurgia. Consultas de retorno e monitoramento contínuo permitem a detecção precoce de qualquer intercorrência, assegurando uma recuperação segura e adequada.

A SBCP reforça sua missão de zelar pela qualidade da cirurgia plástica no Brasil e orienta que os pacientes façam escolhas conscientes, buscando profissionais certificados e locais apropriados para a realização de procedimentos. Segurança, ética e preparo são os pilares que sustentam uma cirurgia plástica responsável, centrada no bem-estar do paciente.

Saiba mais e encontre um cirurgião plástico habilitado:
https://www.cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao